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Escola acionou rede de proteção

Mãe denuncia ameaça de marido em carta para escola em que filho estuda no Paraná

Tiago Minervino - Folhapress
24 ago 2023 às 19:41

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Prefeitura Municipal de Goioxim
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A mãe de um adolescente enviou uma carta à escola em que o filho estuda para pedir socorro e denunciar as agressões praticadas pelo marido. O caso ocorreu em Goioxim (PR).


"Eu e meus filhos precisamos de ajuda. Meu marido é muito agressivo comigo e com o meu filho, que não é filho dele", diz trecho da carta escrita à mão pela mulher, e enviado à reportagem pela assessoria do MPPR (Ministério Público do Paraná).

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Segundo o órgão, a carta foi entregue à direção da escola pelo adolescente, após ele assistir a uma palestra sobre o Agosto Lilás, que se dedica a conscientizar a população sobre a violência contra a mulher.


Na carta, a mãe diz que precisa de uma lugar em que ela e os filhos possam "ficar bem longe" do homem. "Ele nos ameaça muito, até de nos matar. Eu peço socorro".


A mulher diz que não pode sair de casa sem está acompanhada pelo marido, que ele ameaça matá-la, matar seus familiares ou quem quer que a ajude. "Eu não tenho mais força, eu preciso de ajuda, pois tenho filhos para criar, [eles] são a minha vida".


"Eu não sei quem poderá me ajudar, mas se você ler esta carta, espero que me ajude", escreveu a vítima.


MEDIDA PROTETIVA


Após o adolescente entregar a carta, a direção da escola acionou a Rede de Proteção de Goioxim que, por sua vez, procurou o MPPR.


O Ministério Público foi ao socorro da mulher e conseguiu uma medida protetiva a ela e aos filhos que proíbe o suspeito, um homem de 55 anos, de se aproximar deles.


A mulher é mãe de mais duas crianças. O adolescente é fruto de outro relacionamento. Os outros dois, de 2 e 7 anos, são do casamento com o agressor. Após a denúncia, ela e os três filhos foram encaminhados para um abrigo da prefeitura.


O homem também foi obrigado a comparecer ao Projeto Renascer, que visa a conscientização de agressores de mulheres. Se descumprir a determinação, ele pode ser preso.

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O MP-PR informou que investiga o caso e ainda não especificou por quais crimes o homem pode responder.


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