Um balão em formato de cegonha com 55 metros de comprimento – o maior do mundo em extensão horizontal, equivalente a meio campo de futebol - invadirá o céu de Curitiba no dia 13 (sábado), às 16 horas, no lançamento do projeto Maternidade e Paternidade Responsável. A campanha é uma iniciativa do médico ginecologista Karam Abou Saab, chefe do Serviço de Reprodução Humana do Hospital de Clínicas (HC) e diretor do Centro Paranaense de Fertilidade. A clínica é responsável pelo primeiro bebê de proveta do Estado, nascido em 1986.
Saab trabalhará em duas frentes: a primeira visa o público adolescente, conscientizando sobre as implicações de gestações precoces não-programadas, e informando os meios para evitá-las. Paralelamente, o projeto quer também alertar mulheres em idade reprodutiva para que não posterguem por muito tempo o momento de ter filhos. Desta forma, diminui o risco de não poder tê-los na hora desejada.
Fertilidade comprometida
Segundo pesquisa recente do Ministério da Saúde, o número de filhos que cada mãe brasileira gera tem caído progressivamente desde a década de 1940, quando a média era de seis filhos. Em 1996 o índice caiu pra 2,5 e hoje registra 1,8 por mulher. O número está próximo do ideal, que é de dois filhos por mãe, mas mesmo assim é preciso estar atendo ao relógio biológico quanto o assunto é maternidade. As futuras mamães precisam se programar para não perder o privilégio de conceber outras vidas.
"A mulher pode permanecer jovem por muitas décadas, mas o mesmo não ocorre com sua fertilidade. Após os 35 anos ela decresce rapidamente, atingindo níveis críticos após os 40", alerta o ginecologista. "Temos evoluído muito em reprodução humana, mas os recursos da medicina se tornam impotentes quando a reserva de óvulo se esgota", diz Saab.