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Movimento pró-Palestina faz ato no centro de Curitiba

Roger Pereira - Redação Bonde
01 ago 2014 às 18:23

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Cerca de 500 pessoas (800 segundo os organizadores) reuniram-se, nesta sexta-feira, no centro de Curitiba em um ato contra os conflitos na Faixa de Gaza. Organizado pela Sociedade Árabe Brasileira, o ato pedia o cessar fogo definitivo e a retirada das tropas israelenses da Palestina. Os manifestantes cobraram uma postura mais enérgica do governo brasileiro. Citando o presidente boliviano Evo Morales, que cancelou o acordo de visto com o governo de Israel por considerar que o país pratica atividades terroristas, os interantres do movimento pró-Palestina de Curitiba querem sanções semelhantes por parte da presidente.

"O Brasil tinha que criar coragem e interromper as relações com Israel. Há muitas companhias de seguro israelenses atuando aqui no Brasil. Os interesses de Israel nesta guerra são econômicos. Eles devem sofrer sanções econômicas", disse o presidente da sociedade árabe, Mouth Ibrahim, que criticou, inclusive, o cessar fogo temporário de 72 horas anunciado anteontem. "Isso foi uma manobra de Israel para se reorganizar. Eles estão cercados, não têm saída, dois terço dos israelenses já estão em abrigos", comentou. Para Ibrahim, o grande número de mulheres e crianças que estão morrendo na Faixa de Gaza deixa claro que o que está acontecendo não é uma guerra e sim uma limpeza étnica. "Nem 5% das pessoas mortas são do Hammas. Eles estão matando, propositadamente, mulheres e crianças. Isso tem nome, é genocídio", disse.

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Outro organizador do movimento, Ualid Rabah, da Federação Árabe Palestina do Brasil, lembrou que o Brasil é o segundo maior comprador de produtos bélicos e de inteligência de Israel. "E, ao financiar essa indústria, está contribuindo diretamente com essa guerra. É preciso que o Brasil, e toda a comunidade internacional, precisa impor o freio a esse massacre, através de boicotes e sanções a Israel, até que se cumpra todos os tratados e resoluções da ONU", disse. Rabah alerta que "se prosperar a limpeza étnica feita por Israel na Palestina, poderá servir de precedente para o hecatombe global da raça humana".


O representante da Federação Árabe ainda faz uma ressalva ao recente acordo da prefeitura de Curitiba com a empresa Israelense Pango, responsável pelos equipamentos de estacionamento eletrônico em teste na capital. "Há informações deque a tecnologia desta empresa é empregada em equipamentos de inteligência bélica. Exigimos da prefeitura que esta empresa seja escrutinada antes de qualquer contrato", disse.

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No manifesto de hoje, conta Rabah, a comunidade árabe era minoria. Muitos sindicatos, movimentos sociais e políticos se juntaram aos árabes. "O mundo está pedindo a interferência da comunidade internacional na Palestina, como fez contra o Apartheid na África do Sul.".


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