A Polícia Civil com o apoio da Companhia Paranaense de Energia (Copel), deflagrou a segunda etapa da chamadada operação Quilowatt/Hora. O objetivo é coibir a prática ilegal do devio de energia elétrica, utilizado a partir de equipamentos elétricos clandestinos. Na última terça-feira (8), diversos equipamentos foram apreendidos em um frigorífico em Cruzeiro do Oeste, após investigação realizada po Setor de Crimes Contra a Economia, Fraudes e Estelionato (Secrife), da 15.ª Subdivisão Policial (SDP) de Cascavel, com o auxílio da 7.ª SDP de Umuarama.
Durante as investigações, a polícia apreendeu um aparelho utilizado para o desvio de energia, além de equipamentos como cabos e fios elétricos. Com a instalação do equipamento ao invés da energia passar pelo medidor da Copel, ela era desviada, resultando na redução do valor da conta de luz da empresa.
A equipe policial e alguns técnicos da Copel permaneceram no local por aproximadamente seis horas e meia, com o intuito de realizar o desligamento e a apreensão de todos os equipamentos irregulares. Investigações constataram ainda, que a instalação do aparelho no frigorífico custou cerca de R$100 mil, além de uma taxa mensal de R$15 a 20 mil para manutenção.
De acordo com o delegado-chefe da 15.ª SDP, Adriano Chohfi, na noite anterior à operação, alguns funcionários da empresa, tentaram retirar os equipamentos fraudados, mas não conseguiram. "As empresas utilizam aparelhos fraudados, e tentam removê-los, denunciam-se automaticamente, devido o aumento repentino na conta de luz. Já são dez empresas investigadas pelo crime", ressalta.
Conforme informações, o prejuízo causado à Copel somente por este frigorífico gira em torno de R$500 mil por mês. Os responsáveis pela empresa não estava presente no momento da apreensão, mas deverá responder criminalmente por furto de energia elétrica.