Paraná

Paraná pode atingir a marca de 100 mil empregos gerados

31 out 2006 às 17:48

O Paraná deve fechar o ano de 2006 com o segundo melhor saldo na geração de empregos dos últimos tempos, só perdendo para 2004, quando foram gerados 138.209 empregos, resultado 96,65% maior que o verificado em 2003. A previsão foi feita nesta terça-feira (31) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

"Em 2005, tivemos um terceiro trimestre atípico, quando, pela primeira vez desde 2003, os meses de outubro e novembro fecharam no vermelho. Entretanto, para 2006, com as contratações temporárias de fim de ano, a nossa expectativa é que a marca de 95.703 empregos do ano passado seja superada", destacou o economista Sandro Dias. Até setembro foram gerados no Paraná 94.078 empregos.


Segundo Dias, o aumento se deve a vários fatores, como a queda na taxa de juros, que produziu um impacto positivo na economia paranaense, além do baixo índice de inflação, que deve fechar o ano em 3% de acordo com o IPCA, do IBGE.


O economista lembra ainda que as boas negociações coletivas dos sindicatos, que resultaram em 80% dos acordos fechados com aumento real de salários, o aumento do salário mínimo acima da inflação , a implantação do piso regional de R$ 427,00 e algumas políticas sociais do Governo do Estado, também contribuíram para o aquecimento da economia paranaense.


Os setores que mais contribuíram para a elevação do índice de emprego em setembro no Paraná foram o comércio varejista, com saldo de 2.821 empregos; hotéis e restaurantes, com 2.162; produtos alimentícios e bebidas, com 1.419; têxtil de vestuário, com 975; e construção civil com saldo de 856 empregos. Já as quedas foram registradas na agricultura (-594) e madeira e mobiliário (-494). O economista acredita que a agricultura e setor de madeira e mobiliário foram os mais prejudicados pela política cambial do governo federal.

São Paulo (590.476) e Minas Gerais (210.137) foram os únicos estados a superarem o Paraná na geração de emprego em 2006. Rio de Janeiro foi o quarto colocado com saldo de 83.832, seguido Santa Catarina, com 47.841; Goiás, com 38.204; Rio Grande do Sul, com 35.911; e Pernambuco, com 35.313.


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