Paraná

Paraná supera queda na vacinação e alcança melhor índice em dez anos

26 out 2026 às 15:49

O Paraná alcançou a maior cobertura vacinal dos últimos dez anos, após um período de queda na imunização iniciado em 2016. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), o Estado já aplicou mais de 87 milhões de doses no período.


A recuperação ganhou força a partir de 2023, com ações conjuntas entre o Governo do Estado e os 399 municípios. Em 2021, apenas a vacina contra o HPV em meninas atingia a meta de 90% de cobertura. Em 2024 e 2026, o Paraná passou a alcançar o índice em dez imunobiológicos.


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Entre os avanços, a cobertura da BCG subiu de 82% em 2021 para 100% em 2026. A imunização contra a poliomielite passou de 80% para 95%, enquanto a vacina pentavalente avançou de 81% para 94%.


Paraná lidera cobertura vacinal infantil


O Estado ocupa o primeiro lugar da Região Sul em todas as vacinas do calendário infantil para crianças de até dois anos. No cenário nacional, tem a maior cobertura na primeira dose da tríplice viral (100%), na segunda dose (87%) e na vacina contra a hepatite A infantil (89%).


O Paraná também está em segundo lugar no País na cobertura contra poliomielite (95%), pentavalente (94%), rotavírus (97%), meningocócica (96%), febre amarela (89%) e varicela (87%). Na vacina pneumocócica, ocupa a terceira posição, com 97%. A campanha contra o HPV também avançou, com cobertura de 91% entre meninas e 87% entre meninos.


Ações de vacinação


A recuperação dos índices envolveu capacitação de equipes municipais, análise de mais de 1,2 milhão de carteirinhas de estudantes e aplicação de 509 mil doses a partir dessas avaliações. O Estado também ampliou ações em escolas e outros locais, abriu unidades de saúde aos sábados durante os Dias D e reforçou a imunização em regiões de fronteira.


Segundo a Sesa, o Paraná reduziu em 45% o número de municípios classificados como de alto risco para o sarampo e ampliou em 172% os municípios de médio risco. O Estado completa seis anos consecutivos sem registrar casos da doença.

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