Paraná

Pesquisa do IBGE relaciona trabalho infantil e educação

12 jun 2013 às 09:27

O Mapa do Trabalho Infantil, divulgado no final de maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico de 2010, evidencia a importância da educação na prevenção e no combate ao problema. Isso porque, segundo o estudo, o percentual de pessoas que não frequenta a escola é mais elevado entre as crianças e os adolescentes utilizados como mão de obra.

No Paraná, na faixa de 10 a 13 anos, o nível entre os ocupados é de 8,7% e, entre os não ocupados, de 1,9%. De 14 a 15 anos, a proporção é de 12,5% e 6,5%, respectivamente; e de 16 a 17 anos, segue a mesma tendência, de 32,2% entre os que trabalham e 20,1% entre os demais.


De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Socioeducacional da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED), Maurício Rosa, a SEED tem trabalhado para fortalecer a rede de proteção, principalmente por meio de capacitações. "É um trabalho bem intenso no sentido de garantir o acesso e a permanência na escola. Mas é necessário o comprometimento de todos – da gestão, da direção e dos professores, para identificar os motivos pelos quais aquela criança ou adolescente não está na escola, e da família. A educação precisa ser encarada por toda a sociedade como algo essencial", afirma.

A secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), Isa Oliveira, defende que o poder público municipal, com o apoio dos governos federal e estadual, também invista em escolas integrais de qualidade, com atividades de lazer, cultura e esporte. "Por outro lado, temos de ter o cuidado de não penalizar as famílias. Muitas são pobres, vêm de um histórico de exclusão social, com baixa escolaridade ou desempregadas. Precisam do apoio do Estado para proteger as crianças e retirá-las do trabalho", diz.


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