Os policiais civis de todo o Paraná devem paralisar as atividades nesta sexta-feira (6), em protesto em virtude da morte do superintendente da Delegacia de Campo Largo, Marcos Antônio Gogola. Somente casos de maior gravidade devem ser atendidos pelos policiais durante todo o dia.
Gogola foi assassinado por um grupo de bandidos que praticava uma ação conhecida como arrebatamento – quando tentam retirar um preso do poder da polícia. O superintendente estava com um agente carcerário realizando a escolta do preso, encaminhado a um consultório odontológico, quando foi surpreendido pelo grupo e morto com um tiro na cabeça.
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O agente carcerário, Marcos Vieira Nihues, também foi atingido por um tiro na ação dos bandidos e teve que ser encaminhado para o Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Campo Largo. Até a tarde de quinta-feira (5), Nihues estava lúcido e com quadro clínico estável, segundo a Polícia Civil.
Paralisação – segundo o presidente do Sindicato das Classes dos Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), André Luiz Gutierrez, vários protestos serão realizados nas principais cidades do Paraná. Além da capital, o presidente diz que Londrina e Maringá também devem ocorrer manifestações nesta sexta-feira (6).
Gutierrez reclama do desvio de função, que seria o motivador de situações de risco para os policiais civis. "Não é só a falta de efetivo o problema. Os policiais não são treinados para fazer a manutenção dos presos e a todo momento ocorre esse desvio de função. Isso é uma reclamação antiga nossa. A morte do Gogola foi o estopim", diz.
O sindicato pretende realizar uma campanha para motivar mudanças que melhorem o trabalho dos policiais civis e evitem o desvio de função. O presidente fez um apelo às comissões de direitos humanos sobre a situação, pois, na opinião dele, a superlotação nas delegacias motiva essas ocorrências de risco para os policiais.
"Faço um apelo para que eles reforcem pedidos de retirada dos presos das delegacias, que estão superlotadas. A carceragem é como uma masmorra, é desumano para o preso e para os policiais", reclama.