Os policia civis realizam uma manifestação neste sábado (21) de manhã, na Boca Maldita, no Centro de Curitiba, como forma de pressionar o Governo do estado para o atendimento às reivindicações da categoria. De modo geral, os investigadores, escrivães, paploscopistas e demais servidores da PC reivindicam medidas que vão impactar nos salários da categoria.
A decisão de realizar um protesto público foi tomada durante reunião da categoria, realizada no último dia 17 e que contou com a presença de representantes das entidades de classe dos policiais. Eles também decidiram enviar, na próxima semana, pedido ao secretário de Segurança Pública para que o afastamento do atual presidente da Comissão de Promoções, delegado Jorge Azôr Pinto.
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"A indicação do delegado Azôr na Comissão é um contrasenso, porque foi justamente quando ele era presidente do Conselho da Polícia Civil que aconteceram as promoções, que hoje estão sendo questionadas na justiça. É como colocar a raposa para cuidar do galinheiro", explica o investigador Roberto Ramires, do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil do Paraná (Sipol Paraná).
A principal reivindicação do movimento é pela equiparação dos salários dos policias, que têm curso superior, aos valores pagos aos profissionais de nível superior no restante do Estado. De acordo com o Sipol , 90% dos investigadores, escrivães e papiloscopistas em atividade no Paraná possuem curso superior, conforme prevê a Lei Complementar 84/98. Eles afirmam, no entanto, que recebem salários inferiores aos demais servidores de mesmo nível. Atualmente, o piso de ingresso desses profissionais é de R$ 2,3 mil, enquanto para os demais profissionais concursados com nível superior o salário de ingresso é de R$ 2.660.
Outra reivindicação é a mesma dos policiais militares. Eles pedem a regulamentação da Emenda 29 à Constituição Estadual, dispositivo que garante reposição salarial aos policiais civis, militares e bombeiros militares como forma de garantir isonomia salarial entre os servidores de mesma classe.