Uma discussão entre vizinhos na tarde da última quarta-feira (17) foi o estopim para um duplo homicídio em Abatiá (Norte Pioneiro). As duas vítimas, pai e filho, morreram após serem atingidas por disparos efetuados por um vizinho, que se identificou como policial militar do Estado de São Paulo.
De acordo com o 2º BPM (Batalhão da Polícia Militar), o atendimento foi solicitado pelo próprio policial, que relatou estar sendo alvo de ameaças de atropelamento por um dos envolvidos antes da escalada do conflito. Ao chegarem no local, as equipes encontraram dois corpos caídos no chão, cobertos por lençóis brancos. O óbito das vítimas já havia sido confirmado por uma equipe médica, em decorrência de ferimentos provocados por arma de fogo.
Na versão apresentada pelo policial, o filho do vizinho costumava buzinar em frente à sua residência, o que teria motivado o início do desentendimento. Ainda segundo o relato, enquanto estava na calçada, o agente teria sido alvo de múltiplas tentativas de atropelamento por parte do vizinho, posteriormente morto. Diante da situação, ele acionou a PMPR (Polícia Militar do Paraná).
Enquanto aguardava a chegada das equipes policiais, o pai do vizinho foi até a frente da residência para chamá-lo e conversar sobre o ocorrido. Após ouvir as queixas relacionadas ao barulho das buzinas, o homem teria justificado a conduta do filho alegando a inexistência de placas que proibissem a prática no local.
Sem que houvesse um acordo, os envolvidos entraram em luta corporal. Conforme a versão do autor dos disparos, pai e filho teriam tentado se apoderar de sua arma. Diante disso, ele sacou o armamento e efetuou os tiros que resultaram na morte dos dois vizinhos. Um terceiro indivíduo teria presenciado a situação e deixado o local conduzindo a caminhonete supostamente utilizada nas tentativas de atropelamento.
Após os disparos, o policial solicitou socorro médico às vítimas e permaneceu no local, colaborando com as autoridades e prestando esclarecimentos. A arma de fogo utilizada e demais elementos probatórios foram encaminhados à PCPR (Polícia Civil do Paraná), que ficará responsável pela investigação do caso.