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Gisele Cabrera/Prefeitura de Cambé
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Riscos à população

Prefeitura de Cambé discute medidas para diminuir a fiação solta nas ruas da cidade

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
15 out 2021 às 17:38
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A prefeitura de Cambé se reuniu com a  Companhia Paranaense de Eletricidade (Copel) para desenvolver ações para resolver os problemas com os cabos de telefone, TV a cabo e internet desativados que sobrecarregam os postes da cidade. Esta fiação solta gera poluição visual e também traz riscos à população, além de estar na legislação a obrigatoriedade das empresas removerem esses fios.

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De acordo com o secretário de Obras do município, Manoel Cicero dos Santos, o principal problema atualmente é que os fios soltos não têm identificação, ou seja, não há como saber de qual empresa eles são. “A Copel é que faz esse trabalho de fiscalização, mas como a empresa vai ser notificada se não tem uma marcação indicando isso?”, questiona. Por conta disso, a primeira medida a ser tomada é a obrigatoriedade de uma identificação dos fios e cabos a cada determinada quantidade de metros. “Isso permite uma maior eficiência na resolução do problema”, esclarece. Segundo o secretário, caso a empresa seja notificada e não resolva o problema, ela será multada pelo município.

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O secretário destaca que 70% dos fios – que não são de fibra óptica – que estão nos postes são cabos inativos e na maioria das vezes são os que ficam soltos, pois como não são utilizados ninguém reclama da queda. “Se alguém troca a fornecedora de internet, eles não retiram o fio antigo, apenas colocam outro no lugar. Se uma família muda cinco vezes de internet, vão ser cinco cabos e apenas um sendo utilizado”, exemplifica. Ele também ressalta que antes esse problema era menos frequente, porque a cidade contava com uma ou duas empresas que prestavam esses serviços, agora a cidade tem mais de 20 empresas e sete são de grande porte.


“A nossa primeira ação vai ser conversar com as empresas de telefonia, TV a cabo e internet do município e esclarecer todos os problemas e as nossas exigências. Caso não haja um acordo mútuo, nós vamos aplicar as penalidades cabíveis”, ressalta dos Santos. A intenção é de que as empresas retirem a maior parte da fiação inativa, façam a marcação dos fios ativos e que as novas linhas já venham com a identificação da empresa. “Dessa forma vamos padronizar os cabos e conseguir agir diretamente no problema”, esclarece. 


Como esses cabos não têm valor no mercado, as empresas também deverão destinar de forma adequada esse material e apresentar um relatório ao município.

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Os fios poluem visualmente a cidade, mas a principal questão é a segurança. “Quando o fio está caído, os motoqueiros podem se enrolar e cair. O que acontece também é do fio inativo ficar mais baixo e um caminhão passar e levar todos esses cabos juntos, causando até mesmo a queda de postes e o risco de choque elétrico, porque ele pode se enroscar em um fio condutor de energia elétrica”, detalha o secretário.


A Prefeitura de Cambé e a Copel fizeram uma operação no começo do ano passado para recolher fios que estavam soltos em partes de três vias na região central: Avenida Inglaterra, Avenida Belo Horizonte e Rua França. Nestes locais, as instituições recolheram mais de 1.500 quilos de cabos. 

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