Motivo de polêmica em Londrina e outras cidades brasileiras, o funcionamento do comércio de rua em pleno Carnaval pode estar com os dias contados. Os poucos comerciantes que arriscaram a abrir as portas nesta terça-feira (17) se viram frustrados diante do pouco movimento. Quem abriu desde cedo, fechou a loja ao meio-dia devido à ausência da clientela.
Em todo o país a terça-feira de Carnaval não é um feriado nacional oficial, dependendo de leis estaduais ou municipais. As repartições públicas fecham em todo o país devido ao ponto facultativo. No entanto, os projetos de lei 1722/21, do ex-deputado Carlos Bezerra (MT), e 1222/20, do ex-deputado Alexandre Frota (SP), apensados, querem tornar a data feriado em todo o território nacional e podem acabar de vez com a polêmica sobre a data.
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“O Carnaval é, sem dúvida, o maior e mais importante evento popular do Brasil, mas há locais em que não é feriado, podendo as empresas exigir que as horas não trabalhadas sejam compensadas no mês”, afirmou Frota.
Outros temas
O Carnaval também é tema de diversas propostas em análise na Câmara dos Deputados. Várias propostas objetivam conceder o título de patrimônio cultural a manifestações tradicionais. O objetivo é preservar a memória e a identidade dessas celebrações.
O deputado Luciano Vieira (PSDB-RJ) apresentou o Projeto de Lei 97/26, que declara os grupos de foliões “Clóvis” ou “Bate Bolas” como patrimônio cultural do povo brasileiro. No Rio de Janeiro, esses grupos são tradicionais em bairros das zonas Norte e Oeste.
Já o Projeto de Lei 318/25, da deputada Lídice da Mata (PSB-BA), reconhece a Axé Music como manifestação da cultura nacional. "A Axé Music surgiu no Brasil na década de 1980, especificamente em Salvador, na Bahia, e foi um dos principais desdobramentos para diferentes gêneros musicais como o frevo, o reggae, o samba, o rock e o funk", disse a autora.
O Projeto de Lei 3972/23, do deputado Eriberto Medeiros (PSB-PE), por sua vez, reconhece os Bonecos Gigantes de Olinda. Ele ressalta o valor artístico dos símbolos pernambucanos. "Os bonecos gigantes, meticulosamente confeccionados por habilidosos artesãos locais, constituem um marco distintivo do Carnaval de Olinda."
O Projeto de Lei 2769/23, do deputado Ricardo Abrão (União-RJ) e do ex-deputado Washington Quaquá (RJ), propõe a criação do Fundo Nacional de Incentivo e Manutenção do Carnaval Brasileiro. O fundo seria financiado por uma contribuição sobre a venda de bebidas alcoólicas.
Já o Projeto de Lei 7215/17, do deputado licenciado Alexandre Leite (União-SP), prevê isenção de impostos de importação e de IPI para instrumentos musicais comprados por ligas de escolas de samba.
A proteção dos foliões é foco de propostas como o Projeto de Lei 646/23, do deputado José Nelto (União-GO). O texto obriga blocos, bares e eventos a divulgarem informações sobre o crime de importunação sexual. "Mão na cintura, abraçar a vítima pelas costas, puxar pelo braço ou pelo cabelo, todas essas condutas devem ser evitadas. Se o folião for flagrado realizando algum desses atos sem autorização, poderá ser preso", ressaltou Nelto.
Na área ambiental, o Projeto de Lei 1097/19, do deputado Célio Studart (PV-CE), proíbe o uso de penas e plumas de origem animal em fantasias e alegorias em todo o País, o que poderia afetar os desfiles das grandes escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo.
(Com informações da Agência Câmara de Notícias)