As negociações para o fim da rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) foram retomadas às 8h desta segunda-feira (25). A Polícia Militar segue em contato com os líderes do motim na tentativa de encerrar o movimento. O clima permanece tenso no local e dois agentes penitenciários continuam sob o domínio dos presos. Um advogado que representa os detentos também participa da conversa.
A expectativa da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) é que a situação seja resolvida durante o dia. A Seju adiantou que entre 600 e 700 detentos devem ser transferidos. Um estudo está sendo feito em conjunto com o Departamento de Execução Penal (Depen) para definir a quais unidades do Estado os rebelados devem ser movidos.
Ontem, no primeiro dia do motim, 145 presos já foram transferidos. Conforme a secretaria, 77 foram levados para a Penitenciária Industrial de Cascavel, que fica no mesmo complexo da PEC e os demais para presídios de Francisco Beltrão e Maringá.
Os quatro presos mortos na rebelião ainda não foram identificados. Dois foram decapitados e outros dois morreram ao serem jogados do telhado da unidade. Uma quinta morte não foi confirmada pela Seju. A lista de mortos e feridos deve ser divulgada apenas no fim da manifestação.
A rebelião teve início por volta das 6h30 deste domingo (24) enquanto era servido o café-da-manhã aos presos. Os rebelados reclamam da situação precária na penitenciária envolvendo maus tratos e alimentação e exigem benefícios incluindo a revisão da pena de muitos.
O Depen descartou uma superlotação na PEC. A unidade para 1.182 presos abrigava 1.044 condenados. Praticamente as 24 galerias do presídio foram danificadas.