Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Na Câmara de Curitiba

Reestruturação de secretarias gera novo debate sobre fim da pasta Antidrogas

Redação Bonde com CMC
24 mar 2014 às 15:06

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!

O debate em segundo turno do projeto de lei que reestrutura as secretarias municipais será retomado nesta terça-feira (25), devido ao esgotamento do tempo regimental. Na sessão de hoje (24) da Câmara de Curitiba, a formalização do fim da pasta Antidrogas, com a incorporação de suas ações à Defesa Social, por meio de um departamento, norteou as discussões referentes à proposta do Executivo (005.00462.2013).

Emenda de Valdemir Soares (PRB) para retirar do texto a extinção da Secretaria Municipal Antidrogas já teria nove assinaturas. No segundo turno, é necessário o apoio de, no mínimo, 1/3 dos 38 vereadores, e a proposição deve ser apresentada até o início da sessão em que o projeto figurar na ordem do dia (conforme o artigo 134 do Regimento Interno).

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


O líder do prefeito, Pedro Paulo (PT), e os vereadores Aldemir Manfron (PP), Jorge Bernardi (PDT), Sabino Picolo (DEM) e Pier Petruzziello (PTB) defenderam a aprovação da matéria. Já a líder da oposição, Noemia Rocha (PMDB), Valdemir, Chicarelli (PSDC), Chico do Uberaba (PMN) e Zé Maria (SDD) discursaram contra a incorporação da pasta Antidrogas à Secretaria Municipal da Defesa Social.


Pedro Paulo disse que após a criação do Departamento de Política Sobre Drogas, em 2013, houve aumento de repasses para a área. "Em 2013, foram destinados R$ 18 milhões para a rede de saúde mental. Em 2014, a previsão é de R$ 25 milhões", declarou. Para o líder, faltava a articulação contra as drogas entre os organismos da Prefeitura de Curitiba.


O vereador também rebateu que a integração à Defesa Social traga caráter repressivo às ações e sugeriu a realização, neste semestre, de debate com especialistas na prevenção e combate à drogadição. "A extinção da pasta não significa o fim dos programas. Precisamos de ações completas e não de discursos vagos", defendeu Petruzziello. "Não é a denominação do órgão, como secretaria ou departamento, que vai determinar seu sucesso. Precisamos de resultados", avaliou Picolo.


Na oposição ao fim da secretaria municipal, Uberaba afirmou que 76% dos homicídios registrados na capital, no ano passado, têm relação com as drogas. "Curitiba é a segunda cidade do país que mais concentra usuários", afirmou o parlamentar. Ele alertou à eventual perda de recursos de programas do governo federal e diminuição do poder de atuação contra o tráfico.


"A drogadição não pode ser vista como questão de segurança, e sim como de saúde pública", argumentou Noemia, que insistiu na manutenção e aperfeiçoamento da Secretaria Municipal Antidrogas. "Não vamos admitir a diminuição dos programas, o que queremos é a funcionalidade das ações", completou Valdemir.

Cadastre-se em nossa newsletter

Ainda no debate em segundo turno, Chicarelli falou contra o projeto de um deputado federal que autoriza a produção e venda de maconha no país (060.00002.2014). O tema era mote de requerimento para moção de repúdio, de sua autoria, retirado para apresentação de documento em nome da Frente Parlamentar Contra o Crack e Outras Drogas, presidida por Valdemir Soares.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas