A Polícia Civil do 7º Distrito Policial (DP) de Curitiba prendeu em flagrante dois cobradores de ônibus pelos crimes de furto qualificado e falsa comunicação de crime. A prisão foi efetuada na manhã da última segunda-feira (27), após um trabalho de investigação da Divisão Policial da Capital (DPCap).
Os suspeitos foram presos depois de comparecem ao 7º DP, informando que haviam sido vítimas de um roubo por volta da 10h45, enquanto trabalhavam na estação tubo do bairro Boqueirão, em Curitiba.
Ao realizar o Boletim de Ocorrência (BO), a dupla informou aos investigadores que o roubo aconteceu depois que duas pessoas saíram do coletivo armadas e os abordaram levando toda a quantia em dinheiro que totalizava mais de cem passagens.
Questionado novamente pela polícia, Jair disse que o roubo aconteceu, mas que os supostos autores teriam levado apenas parte do dinheiro e que ele ficou com restante do valor.
"Quando Jair disse que ficou com parte do dinheiro para ele, já demos voz de prisão ao suspeito pela prática do furto da diferença do dinheiro", disse o delegado Matheus Araujo Laiola.
Ainda em investigação para tentar apurar os fatos, os policiais encontraram na carteira de Jair diversas notas de pequenos valores. Ao ser questionado novamente, ele teria confessado com riqueza de detalhes que não houve roubo e que ele e o colega de trabalho combinaram de simular que foram roubados para ficar com o dinheiro da passagem.
Jair teria dito que a ideia de inventar um assalto e ir até o 7º DP foi de Gilmar, afirmando que ele já havia feito várias vezes essa simulação para ficar com o dinheiro. Ao verificar no sistema policial, os investigadores descobriram que em poucos meses Gilmar teria realizado dez BOs, alegando que foi vítima de roubo.
Para o delegado, condutas como estas fazem aumentar falsamente os índices de criminalidade. "Considerando o ocorrido, acreditamos que não é infelicidade de Gilmar ter sido vítima de roubo por várias vezes, provavelmente ele mentiu para ficar com o dinheiro".
A dupla foi presa em flagrante, se condenados, poderão pegar até oito anos e seis meses de prisão, além de multa.