A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Curitiba recebeu nesta quarta-feira (5) uma representação contra o vereador Professor Galdino (PSDB), que é acusado pelo colega Cristiano Santos (PV) por quebra de decoro parlamentar. Uma discussão em plenário com Galdino, que teria colocado uma câmera sobre a bancada da Casa para filmar a sessão plenária, motivou a representação.
A polêmica no legislativo da capital aconteceu na terça-feira (4), por causa de uma regulamentação que limita em três o número máximo de assessores por vereador dentro do plenário. Como Galdino estaria com o número máximo, o assessor que estava com o equipamento foi impedido de entrar no plenário. Com isso, o psdbista tomou uma atitude mais drástica e colocou a câmera sobre a bancada. A situação incomodou parlamentares que disseram que a filmadora atrapalhava a sessão.
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Galdino afirma que foi impedido de filmar sessão, mas, depois das discussões, a câmera foi retirada da bancada. "Sempre fiz as filmagens, desde o meu primeiro mandato, e nunca usei contra nenhum vereador. É apenas uma questão de transparência, para prestar contas do meu mandato", defende-se o parlamentar.
Santos, que diz não ser contra a filmagem em plenário, desde que o aparelho fique em local adequado, acusa Galdino de causar confusões para ganhar destaque na mídia. "Ele provoca, quer dar espetáculo. A Câmara foi ridicularizada por causa de um vereador. Não é a primeira vez que ele faz isso, e sempre quando a imprensa está em plenário".

Professor Galdino (esquerda) e Cristiano Santos (direita) divergem sobre o caso das filmagens
O parlamentar do PV comparou o caso com uma situação pitoresca, em que o vereador Galdino caiu durante uma sessão em fevereiro de 2013 e acusou o colega de partido, Felipe Braga Cortes (PSDB) de tê-lo empurrado. Uma filmagem do "tombo" do vereador também foi feita na época.
Galdino diz que o fato remete a uma richa antiga entre o psdbista e o pai de Cristiano Santos, o ex-vereador e atual deputado estadual Roberto Aciolli (PV). Galdino move um processo por injúria e difamação contra Aciolli e a representação de Santos seria uma forma de responder a esse processo. "Ele está misturando público com privado". Por outro lado, Santos diz "não ter nada contra a pessoa Galdino" e sim contra as atitudes dele em plenário.
Caso seja confirmada a quebra de decoro, o vereador do PSDB pode receber desde uma medida disciplinar no Conselho de Ética até a abertura de uma sindicância na Corregedoria da Casa para apurar os fatos. A Câmara tem prazo de 60 dias para dar uma resposta sobre a representação.