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Ação cinematográfica de assalto em Borrazópolis já havia acontecido em Kaloré

Guilherme Batista - Redação Bonde
16 jul 2015 às 17:57

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Reprodução/Canal 500 Notícias
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A Polícia Militar (PM) investiga a possibilidade de a quadrilha responsável por assaltar duas agências bancárias de Borrazópolis, no Norte do Paraná, na última terça-feira (14), ser a mesma que roubou um banco em Kaloré, 17 quilômetros distante de Borrazópolis, no dia 6 de maio. O sub-tenente Nilson Antoniassi, responsável por atender as duas ocorrências, garantiu que o modus operandi adotado pelos grupos foi o mesmo. Em Kaloré, de acordo com ele, a agência do Banco Sicredi foi assaltada por três elementos encapuzados e armados com fuzis. "Eles renderam o vigia do banco e também fizeram um policial refém. Assim como em Borrazópolis, o bando colocou as vítimas na frente da agência para se proteger dos demais policiais", contou em entrevista ao Bonde nesta quinta-feira (16).


Outro ponto semelhante entre os dois assaltos envolve a fuga dos bandidos dos locais dos crimes. "Tanto em Borrazópolis como em Kaloré, as quadrilhas amarraram um dos reféns nos capôs dos carros para dificultar o acompanhamento por parte da polícia", contou o sub-tenente. No assalto de maio, conforme Antoniassi, os criminosos fugiram levando o vigia e o gerente do banco e um policial militar como reféns. "O grupo dirigiu até a saída da cidade e abandonou as vítimas nas proximidades de Marumbi", completou.

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Segundo o sub-tenente, a polícia já analisou as imagens tanto do primeiro quanto do segundo assalto, e constatou que os criminosos que aparecem nos vídeos são os mesmos. "O modo de agir e os semblantes dos elementos de Kaloré são idênticos se comparados aos trejeitos dos ladrões de Borrazópolis. A única diferença é que, no assalto desta semana, os criminosos estavam em maior número", destacou.



Questionado sobre o fato de a quadrilha ter, supostamente, se aproveitado do pequeno efetivo policial das duas cidades, formado por apenas dois PMs e uma viatura, para cometer os crimes, Antoniassi desconversou: "Não consigo pensar como eles, mas garanto que fizemos de tudo para preservar a vida das vítimas, o maior patrimônio na avaliação da corporação".


O sub-tenente lembrou, ainda, que o assalto da última terça-feira foi acompanhado por policiais militares de toda a região de Ivaiporã e Apucarana e, também, por oficiais do Batalhão de Choque da PM de Londrina e do Batalhão de Operações Policiais (Bope) de Curitiba. "A gente não pôde agir no momento do crime por conta do escudo humano, mas, após a fuga dos elementos, conseguimos efetuar monitoramento tático e só não logramos êxito na captura do bando por ele ter se escondido em uma mata muito fechada", explicou.

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A polícia conseguiu encontrar o Hyundai i30 usado na fuga pelos assaltantes horas após o crime. O carro foi localizado em estado de abandono na região rural de Faxinal. Os criminosos, entretanto, seguiam todos foragidos até as 17h30 desta quinta-feira.


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