Nove dos 10 policiais civis acusados de tortura contra os presos suspeitos da morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, 14 anos, se negaram a prestar depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na tarde desta sexta-feira (26). A atitude dos acusados partiu de uma recomendação do advogado de defesa.
Segundo a assessoria do Ministério Público do Paraná (MPPR), o advogado teria pedido ao Gaeco que não filmasse os depoimentos, prática comum dentro do órgão. Porém, os membros do Gaeco disseram que continuariam as filmagens, o que fez o advogado recomendar aos nove clientes que falassem durante o depoimento.
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Com isso, apenas um dos policiais civis, o agente de carceragem e o preso "de confiança", além de outros policiais que não estão presos nem afastados, mas estiveram no local, falaram ao Gaeco sobre a suspeita de tortura. No início da tarde, havia a previsão de que os 15 presos pela suposta tortura prestassem depoimento.
A prisão dos 15 acusados ocorreu na última semana, após mandado de prisão expedido pela Justiça de Colombo. Eles teriam feito os quatro suspeitos passarem por sessões de tortura. Um dos acusados de matar Tayná teve que ser transferido da Casa de Custódia de Curitiba, onde eles foram mantidos, para o Complexo Médico Penal com sangramento no intestino.
Os quatro acusados da morte de Tayná foram soltos no dia 15 de junho e são mantidos no programa de proteção à testemunha, do Gaeco. Eles foram enviados para outros estados do Brasil, mas ainda são considerados suspeitos da morte da jovem.
Tayná foi morta no final de junho. Ela desapareceu o dia 25 daquele mês e o corpo encontrado três dias depois. Os quatro homens suspeitos da morte trabalhavam em um parque itinerante que estava em Colombo. (atualizado às 17h42)