O dia-a-dia tranquilo dos pequenos municípios do interior do Paraná foi abalado por uma onda de assaltos a agências bancárias nos últimos meses. Quadrilhas especializadas em assaltos e explosões em caixas eletrônicos atacaram cidades com pouco efetivo, trocaram tiros com policiais e usaram veículos para impedir o acesso aos locais durante as ações.
Na semana passada, dois policiais foram baleadas no confronto que terminou com a morte de dois assaltantes durante assalto a uma agência do Sicredi, em Mauá da Serra. Na troca de tiros, o sargento Anderson Joani, foi ferido no abdômen e morreu no Hospital da Providência em Apucarana.
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No último dia 25, uma quadrilha utilizou uma carreta para fechar a PR-340 para impedir a chegada de policias até a Colônia Castrolanda, onde caixas eletrônicos de três agências foram danificados com explosivos. A quadrilha levou aproximadamente R$ 50 mil do distrito da cidade de Castro.
No dia 30 de julho, um grupo armado invadiu o Banco do Brasil da cidade de Itambé, no Noroeste do Paraná. Um veículo foi incendiado na rua para impedir o acesso dos policiais. Um gerente e uma mulher foram agredidos no assalto. Os bandidos fugiram em uma caminhonete Hilux com o dinheiro dos caixas já que a agência possuía cofre com sistema de retardo.
Em entrevista ao Portal Bonde, o delegado da Divisão Policial do Interior (DPI), Rogério Antônio Lopes, afirmou que os assaltantes "migraram" para os pequenos municípios devido ao policiamento ostensivo nas grandes cidades e regiões metropolitanas. "Os meliantes sempre procuram facilidades. Isso não é algo novo. Por isso, eles atacam os caixas eletrônicos sem a presença de vigias", explicou.
Questionado sobre o aumento de efetivo em cidades menores, ele apenas lembrou que concursos públicos estão em andamento no Paraná e ressaltou a importância do trabalho conjunto entre a Polícia Civil e Militar com apoio da população. "Nas cidades menores, a interação entre polícia e comunidade é fundamental. Os moradores podem passar informações qualificadas para ajudar no combate à criminalidade", avaliou.
Sobre os últimos assaltos, Lopes revelou que uma força tarefa foi criada para concentrar as informações para identificar as quadrilhas especializadas em assaltos a banco e explosões em caixas eletrônicos. "As imagens das câmeras de seguranças também estão sendo analisadas para verificar se o mesmo grupo atacou diferentes agências. Além disso, já realizamos reuniões com gerentes de bancos e com comerciantes com caixas eletrônicos para auxiliar na segurança", acrescentou.