A Justiça de Colombo expediu mais um mandado de prisão contra outro suspeito de tortura contra os quatro acusados da morte da adolescente Tayná Adriane da Silva. Na tarde desta segunda-feira (22) o suspeito, um guarda municipal de Araucária, estava no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) para se apresentar.
A prisão do acusado, o 15° desde o início das prisões, foi pedida na sexta-feira (19) e concedida nesta segunda-feira. Outro guarda municipal também de Araucária já havia sido preso na semana passada acusado pelo crime de tortura.
No dia 17 deste mês, foram expedidos os mandados de prisão contra os outros 14 acusados do crime de tortura. Até o final daquele dia, nove policiais civis, um policial militar e o guarda municipal haviam se apresentado. O delegado do Alto Maracanã, em Colombo, Silvan Rodnei Pereira, foi preso somente na sexta-feira, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Laranjeiras do Sul, quando já era considerado foragido pela Polícia Civil.
Os quatro acusados da morte de Tayná – crime ocorrido no final de junho – foram soltos em julho após ficarem presos na Casa de Custódia de Curitiba. Eles acusam os policiais e guardas de tortura durante parte do período de prisão. Um deles chegou a ser removido para o Complexo Médico Penal por problemas de sangramento no intestino.
A morte adolescente, encontrada no dia 29 de junho, ainda segue em investigação e sob segredo de Justiça. Os quatro acusados, após serem soltos, foram mandados para outros estados, sob proteção do Gaeco. Apesar de ainda serem considerados suspeitos da morte da garota, o sêmen encontrado nas roupas dela não seria de nenhum dos acusados, conforme exame realizado pelo instituto de Criminalística. (com informações do repórter Rúbens Chueire Jr, da Folha de Londrina)