Dois policiais civis presos suspeitos de tortura contra os acusados da morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, 14 anos, foram soltos nesta terça-feira, mediante revogação da prisão preventiva. A informação é do advogado André Luiz Souza, que defende nove policiais.
O advogado informou que pediu a soltura de todos os clientes, mas a juíza que analisou o caso concedeu liberdade apenas para os policiais Lucas Garcia e José Paulo de Freitas e Silva. Para os outros sete que permanecem na prisão, a juíza entendeu, segundo o advogado, que a liberdade não cabe no momento.
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A maior parte dos policiais não quis prestar depoimento na sexta-feira (26), por orientação da defesa. Souza afirma que orientou seus clientes a não prestar depoimento caso o Gaeco fizesse alguma gravação. Com o Gaeco fez o procedimento, os policiais se recusaram a falar.
Tayná foi morta no final de junho e seu corpo encontrado no dia 28 de junho. Um dia antes, quatro homens foram presos acusados da morte. Porém, exames do Instituto de Criminalística apontaram que o sêmen encontrado na roupa da menina não seria de nenhum dos acusados.
Após a prisão, os acusados disseram terem sido torturados por policiais. Um deles teve que ser transferido para o Complexo Médico Penal (CMP), por causa de sangramento no intestino. Eles foram soltos em 15 de junho e 15 outras pessoas presas dias depois acusadas de tortura. Entre eles 10 policiais civis, dois guardas municipais, um policial militar, um agente carcerário e um preso "de confiança".