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Em Ibiporã

Corpo encontrado no Rio Tibagi tinha marcas de tiros; polícia investiga homicídio

Redação Bonde com Polícia Civil
10 fev 2026 às 15:23

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Foto: PCPR
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Odair José de Souza, de 51 anos, encontrado boiando no Rio Tibagi, em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina), no último sábado (7), foi vítima de homicídio, segundo confirmou a Polícia Civil nesta terça-feira (10). O homem, morador de Londrina, havia sido registrado como desaparecido dois dias antes, após sair de casa para pescar em um ponto que frequentava com frequência. A investigação apura as circunstâncias da morte, a autoria do crime e o local exato onde a execução ocorreu.


De acordo com o delegado Vitor Dutra, Odair saiu de casa na noite de 5 de fevereiro, após retornar do trabalho, dizendo à esposa que iria à região do Limoeiro, nas proximidades da captação de água do km 5, atrás do Aeroporto de Londrina. Ele foi até o local em um Celta preto e levava os apetrechos de pesca. Como não retornou e não atendia ao telefone, a família procurou a polícia na manhã do dia 7 para registrar o desaparecimento.

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Ainda conforme a apuração, o carro da vítima foi localizado estacionado às margens do rio, sem sinais aparentes de arrombamento ou abandono voluntário, o que levou ao acionamento das equipes de busca. Horas depois, o Corpo de Bombeiros comunicou o encontro de um corpo boiando no Rio Tibagi, já em trecho de Ibiporã, indicando que o cadáver pode ter sido levado pela correnteza desde outro ponto do rio.


No local do achado, equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e Instituto Médico-Legal fizeram o isolamento da área, a coleta de vestígios e o encaminhamento do corpo ao IML (Instituto Médico Legal) de Londrina. 


A Polícia Civil informou que, desde os primeiros exames, foram constatadas lesões incompatíveis com morte natural ou acidental. O laudo de necropsia apontou que a causa da morte foram disparos de arma de fogo, caracterizando homicídio. Os peritos identificaram múltiplas perfurações em diferentes regiões do corpo, o que reforça a hipótese de execução e descarte do cadáver no rio. 


Segundo a polícia, a dinâmica do crime ainda está sendo reconstruída e não está descartada a possibilidade de que a investigação passe a ser conduzida por Londrina, considerando que a vítima morava no município e foi vista pela última vez naquela região. A definição de atribuição, conforme a Polícia Civil, será feita com base em critérios técnicos e legais. 

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As investigações seguem em andamento para apurar autoria e motivação do crime. A Polícia Civil informou que novas informações serão divulgadas conforme o avanço do inquérito, respeitando o sigilo necessário para não comprometer as diligências. 

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