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Defesa tentará reverter prisão de atropelador de Vanessa

Luís Fernando Wiltembrug
Redação Bonde
09 mar 2019 às 17:36

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Reprodução/Facebook
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O advogado Fernando Ivorlei Moreira vai tentar reverter na Justiça a prisão de Rodrigo Santos Batistoni, preso nesta sexta-feira (8) pela suspeita de ter atropelado Vanessa do Prado Alves Machado quando ela saía de uma igreja em Arapongas, na madrugada do último domingo (3). Para o defensor, não há motivos para mantê-lo em prisão preventiva, uma vez que ele não tem antecedentes criminais e tem emprego fixo. Moradora de Cambé, Vanessa foi enterrada no distrito de Lerroville, em Londrina, na sexta.

Moreira diz também que Batistoni apresentou voluntariamente a Saveiro branca envolvida no atropelamento para a perícia e que aguardava o dia para seu interrogatório na delegacia de Arapongas. "Mas, enquanto isso, foi decretada a prisão preventiva judicialmente", diz o advogado.

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Versão do motorista


Batistoni já deu sua versão do ocorrido à Polícia Civil. Segundo Moreira, o rapaz, de 19 anos, confirmou que dirigia o carro e diz que foi um acidente, e não um homicídio. "Ele entrou em uma rua achando que era mão dupla, mas não era", conta o advogado. Moreira não soube dizer se Batistoni explicou o motivo de ter subido na calçada onde estava Vanessa.


O namorado de Vanessa também já foi ouvido. O inquérito de homicídio foi aberto nesta sexta-feira e o delegado tem dez dias para concluir as investigações.


Relembre o caso


Vanessa foi atropelada por volta de 1h45 quando saía da Paróquia São Vicente Palotti com o namorado. Eles seguiam para o carro quando uma Saveiro de cor branca entrou na contramão e atropelou Vanessa. Ela foi atingida e arremessada a alguns metros. O motorista da Saveiro fugiu do local, mas câmeras de segurança captaram o ocorrido.

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A vítima teve sérias complicações, sendo uma grave contusão no pulmão, fratura no fêmur e no pulso e traumatismo craniano hemorrágico. Ela teve morte cerebral na quarta-feira (6) e a família autorizou a doação de órgãos. o delegado Ricardo Jorge passou a enquadrar o motorista por homicídio qualificado por dolo eventual.


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