Dos 14 acusados de torturar os suspeitos de matar a adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), dez já foram presos entre a noite de ontem e a manhã desta quinta-feira (18). Segundo a Corregedoria da Polícia Civil, oito policiais civis se entregaram espontaneamente, restando apenas dois. A instituição informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que um deles é o delegado Silvan Rodiney Pereira, ex-chefe da Delegacia do Alto Maracanã.
Os detidos estão na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) da capital. O órgão disse aguardar que os outros dois se apresentem. Caso isso não aconteça em um ou dois dias, não está descartada a realização de diligências.
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pelo cumprimento dos demais mandados, confirmou, também por meio de sua assessoria de imprensa, que o policial militar e o guarda municipal já foram detidos ontem. Eles foram encaminhados, respectivamente, para o Batalhão de Guarda da PM e a DFRV.
Falta ser cumprida a prisão do agente penitenciário, o que, segundo o órgão, deve ocorrer ainda nesta quinta-feira (18). O preso de confiança, que também teve prisão decretada, será removido para outra carceragem.
Os 14 pedidos de prisão foram protocolados na segunda-feira (15) pelo Gaeco e pela Corregedoria da Polícia Civil do Paraná. No decreto, ainda foi estabelecido o afastamento de seis policiais civis.
Já os quatro homens que eram apontados como suspeitos de envolvimento na morte da menina estão, desde a noite de terça-feira (16), sob proteção especial, em outros estados do País.
Entenda o caso - O corpo de Tayná Adriane da Silva foi encontrado no dia 28 de junho em um matagal na Rua Márcio Cardoso, em Colombo, na RMC, após quase 15 horas de busca. A adolescente estava sumida desde a noite da terça-feira anterior (25), quando saiu de casa para se encontrar com uma amiga. Por volta das 20h30, ela enviou mensagem ao celular da mãe avisando que voltaria logo, mas acabou não aparecendo. A família registrou boletim de ocorrência no mesmo dia.
Antes mesmo do corpo de Tayná ser encontrado, os quatro acusados, todos funcionários de um parque de diversões itinerante, foram detidos. Na época, a polícia chegou a afirmar que eles teriam confessado a participação no suposto estupro e na morte da menina.
Apesar da acusação, o Instituto de Criminalística apontou mais tarde que o sêmen encontrado no corpo de Tayná não é de nenhum dos quatro, o que gerou reviravolta no caso. A suspeita é que os quatro rapazes tenham sofrido tortura para confessar o envolvimento no crime.