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Desde novembro

Em Londrina, Conselho tutelar do Centro é furtado pela sétima vez

- Gustavo Carneiro - Grupo Folha
Vítor Ogawa - Grupo Folha
31 mai 2022 às 07:37
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A sede do Conselho Tutelar do Centro de Londrina, localizada na rua Belém, foi furtada pela sétima vez desde novembro do ano passado. Foram furtados entre 30 e 50 cartões-transportes, que eram utilizados por conselheiras tutelares para se deslocar para outros serviços de assistência social do município. Outro objeto levado foi um telefone celular, que era utilizado para receber ligações do plantão. “Era um telefone muito utilizado. Recebemos cerca de 200 ligações por mês nesse número, entre denúncias e atendimentos, já que ele ficava ligado das 8 às 18 horas. Era um telefone muito utilizado por nós”, relatou a conselheira tutelar Márcia Moura.

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O Conselho Tutelar do Centro atende não só a região central, mas partes da zona norte e sul. “É um telefone que faz falta, porque se a gente tiver de fazer uma visita na rua, agora ficaremos sem o telefone. A gente precisa daquele aparelho para tudo. Ali armazenávamos e-mails e imagens, ou seja, não é só o prejuízo de perder o objeto material, mas também de perder a privacidade das crianças que são vítimas, já que muitas imagens e denúncias estão naquele telefone. E tudo o que a gente tira foto de reunião está naquele aparelho”, expôs.  


“A gente fez um boletim de ocorrência e encaminhou para a Secretaria de Assistência Social, mas o prejuízo é de um estranho entrar em um lugar que tem sigilo. Com tanta visita de vândalos vai acabar o sigilo dos casos que a gente atende", afirmou Moura.


Para entrar na sede, o autor do crime removeu duas telhas acima da cozinha do imóvel, que não possui laje de concreto. Dessa forma foi fácil para ele acessar um alçapão instalado no forro de madeira. “Antigamente entravam por outro ponto, mas depois que o local ficou bem fechado, eles não estão conseguindo entrar por lá, mas passaram a entrar pelo alçapão da cozinha. É vandalismo mesmo, que acaba atrapalhando o serviço e prejudicando o patrimônio público”, declarou Moura. Ela relatou que este é o sétimo episódio de furto que o local sofre. “ A gente se sente desprotegida por causa desse prejuízo”, declarou.


O Conselho Tutelar está instalado no mesmo local há 30 anos, no entanto, o imóvel aparenta ser mais antigo que isso, da década de 1940 ou 1950. O piso é de peroba-rosa e o muro da divisa com um terreno baldio é feito com tijolo maciço. A conselheira descartou que a pessoa tenha tido o trabalho de pular o muro, que possui proteção com arame farpado. “O muro da fachada é muito baixo. Qualquer pessoa pode entrar por ali“, ressaltou a conselheira.

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