02/12/20
Em Londrina

Filho que teria mandado matar a mãe vai depor só no ano que vem

O juiz da 1ª Vara Criminal de Londrina, Paulo César Roldão, marcou para 6 de abril de 2021 a primeira audiência de instrução do processo da morte da empresária Maria Madalena Vieira, 60 anos. Ela foi assassinada a tiros no final da tarde do dia 19 de maio de 2017 na frente da chácara de sua família, na rua Prefeito Milton Ribeiro de Menezes, no conjunto Farib Libos, zona norte da cidade.

Gustavo Carneiro/Folha de Londrina
Gustavo Carneiro/Folha de <a href='/tags/londrina/' rel='noreferrer' target='_blank'>Londrina</a>


Mais de três anos depois, a Delegacia de Homicídios afirmou no inquérito que o mandante do crime é o próprio filho da vítima. Na época, o delegado João Reis declarou que o homicídio foi planejado porque Maria Madalena teria parado de pagar mesada para o acusado. A investigação apontou que ela não tinha o costume de ir até a propriedade onde foi morta.

Para Reis, o filho teria induzido a mãe a comparecer ao local. Ele teria justificado que o cadeado do portão precisava ser trocado por conta da mudança dos caseiros, facilitando assim o assassinato. "Chovia muito no dia em que ela foi morta, uma sexta-feira. Maria não frequentava o espaço, que fica distante da cidade. Essa tese foi reforçada depois de descobrirmos que a vítima havia criado uma barreira emocional em passar pelo lugar porque perdeu um parente muito querido em um latrocínio naquela região", explicou em entrevista coletiva concedida em junho, quando o inquérito foi enviado ao Ministério Público.

O exame de necropsia feito no IML abordou que Maria Madalena foi atingida na cabeça, braços e outras regiões do corpo. A empresária foi baleada com diversos projéteis de uma pistola 9mm. Os investigadores encontraram na chácara apenas uma espingarda calibre 12, que não seria a arma do crime. Os executores do assassinato não foram identificados pela Delegacia de Homicídios.

Trancamento da ação

Na mesma decisão que marcou a audiência, o magistrado negou o trancamento da ação. Esse foi um pedido feito pelo advogado de defesa Lucas Punder, do escritório Punder, Lopes, Carrer, Malta e Advogados Associados, atuante no Paraná e Santa Catarina. "Já esperávamos essa posição do juiz. Agora é avaliar se vamos recorrer ou não", apontou.

Punder criticou a apuração policial. "Não tem uma pessoa, nenhum depoimento na fase de inquérito que aponte para o filho como mandante. Não há nenhum indício que fundamente esse entendimento da Polícia Civil. Se o delegado indiciou em cima da questão patrimonial e a partilha de bens já tinha ocorrido, qual a motivação do crime?", concluiu. O réu responde em liberdade por homicídio qualificado.
Rafael Machado - Grupo Folha
Continue lendo
Suspeitos fugiram

PRF e PM trocam tiros com quadrilha de assalto a bancos

01 DEZ 2020 às 19h12
Zona oeste

Feto é abandonado em lixeira da UPA Jardim do Sol

01 DEZ 2020 às 18h51
Balanço

Patrulha Maria da Penha registra 51 atendimentos em novembro

01 DEZ 2020 às 17h13
Eleição presidencial

Para Ciro, aliança entre centros é necessária para derrotar Bolsonaro em 2022

01 DEZ 2020 às 16h18
Londrina, Maringá e Foz

Ceasa promove licitações para obras de reforma em unidades do PR

01 DEZ 2020 às 14h50
Pela madrugada

Governo vai baixar toque de recolher em todo o Paraná para conter coronavírus

01 DEZ 2020 às 14h48
Veja mais e a capa do canal
JORNAIS
Folha de Londrina
TELEVISÃO
MultiTV Cidades
OUTRAS EMPRESAS
Grafipress
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Bonde - Todos os direitos reservados