Polícia

Homem denunciado por estupro contra a namorada é condenado a 15 anos de prisão

25 jun 2026 às 15:49

Em Cornélio Procópio (Norte Pioneiro) um homem denunciado pelo MPPR (Ministério Público do Paraná) foi condenado a 15 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de estupro contra sua então namorada. A sentença foi proferida em 22 de junho de 2026 pela Vara Criminal do município.


A condenação decorre de denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Cornélio Procópio. Conforme apurado nas investigações, durante o período em que mantiveram relacionamento afetivo, as relações sexuais entre autor e vítima eram inicialmente consentidas. 


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Em determinadas ocasiões, contudo, a mulher manifestava o desejo de interromper o ato sexual, mas o denunciado desconsiderava sua vontade e passava a empregar violência física para prosseguir com a relação.


Ao proferir a sentença condenatória, o Juízo reconheceu a prática do crime de estupro e fixou a pena em 15 anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado.


O réu respondeu ao processo em liberdade e poderá aguardar em liberdade o julgamento de eventual recurso. Caso a condenação seja confirmada pelas instâncias superiores, o cumprimento da pena deverá ocorrer em regime inicial fechado.


Violência sexual em relações afetivas


O Ministério Público do Paraná esclarece que a existência de relacionamento afetivo, namoro, união estável ou casamento não afasta a configuração do crime de estupro. O consentimento para a prática de ato sexual deve existir de forma livre e contínua, podendo ser retirado a qualquer momento.


Quando a vontade da vítima é desrespeitada e há emprego de violência, grave ameaça ou qualquer forma de constrangimento para a continuidade do ato sexual, a conduta pode caracterizar o crime de estupro, independentemente do vínculo existente entre agressor e vítima. A conscientização sobre essa forma de violência é fundamental para o enfrentamento da violência contra a mulher e para a proteção da dignidade, da liberdade e da autonomia sexual das vítimas.

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