O exame de contraprova realizado pelo Instituto Médico Legal confirmou nesta sexta-feira (12) que sêmen encontrado nas roupas de Tayna Adriane da Silva, morta no dia 28 de junho, não é de nenhum dos acusados que foram presos no mesmo dia em que o corpo da adolescente foi encontrado.
A informação foi repassada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná nesta sexta. Três dos quatro presos são mantidos na Casa de Custódia de Piraquara e um deles foi transferido para o Complexo Médico Penal, com problemas causados por uma suposta tortura.
Promotores do Ministério Público do Paraná (MPPR) vão se pronunciar sobre o caso nesta sexta-feira em entrevista coletiva e devem comentar sobre o caso.
Tayna foi morte no final de junho após a passar em frente a um parque itinerante na cidade de Colombo, região metropolitana de Curitiba. A adolescente, de 14 anos, desapareceu em uma terça-feira e o corpo foi encontrado em uma quinta-feira.
Quatro homens foram presos acusados da morte, mas depois surgiu a denúncia de tortura contra eles e a suspeita de que eles teriam apanhado para confessar à força a autoria do crime. A Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR) acompanha as investigações. A Polícia Civil afastou das funções dois delegados da RMC que cuidavam do caso.