Polícia

Jovem baleado em Londrina já tinha sido condenado por homicídio

13 jul 2016 às 13:05

O jovem Rafael Nunes Primo, 28 anos, atingido no joelho esquerdo perto das 19h desta terça-feira (12) na avenida Luigi Amorese, jardim Vila Rica, zona oeste de Londrina, tem indicativos criminais que podem ajudar a Polícia Civil a desenhar uma linha de investigação para desvendar a real motivação da tentativa de homicídio. O rapaz foi encaminhado pelo Siate até a Santa Casa de Londrina, onde não corre risco.

Em 2009, Primo virou réu em um processo remetido à 1ª Vara Criminal de Londrina sob acusação de duplo homicídio. Os crimes foram cometidos junto com outro jovem, identificado como Dione Alves dos Santos. De acordo com o processo, em 22 de fevereiro, perto das 21h, na rua Gurucaia, jardim Leonor, região oeste, 'os acusados mataram Leandro de Souza Batista, conhecido como Jerry, mediante disparos de arma de fogo. Os ferimentos concentraram-se na região dos pulmões'.


O motivo, conforme as investigações, seria o tráfico de drogas. Batista era viciado e comprava entorpecentes dos acusados. Ele estava desarmado, e foi atraído para uma 'simples conversa pelos atiradores, reduzindo a zero as chances de defesa'.


Novo homicídio


A denúncia detalha que Batista foi assassinado com a conivência de uma terceira pessoa, identificada como Bruno Marcelo dos Santos. Oito dias depois, ele seria o alvo da dupla criminosa. Ele também foi morto por disparos de arma de fogo. Os tiros atingiram o rosto, pernas e mãos. A polícia concluiu que a nova vítima foi ceifada para preservar a impunidade do primeiro assassinato.


Bruno teria revelado à mãe de Leandro, Nair da Costa Batista, quem teria assassinado o filho dela. Em recurso apresentado à Justiça, Dione e Rafael alegaram 'a falta de existência de elementos que comprovassem que eles participaram dos fatos narrados'. Durante interrogatório, Rafael disse 'desconhecer as duas vítimas'.

A defesa dos dois apresentou recurso ao Tribunal de Justiça para tentar a liberdade dos acusados. O pedido foi negado pelos desembargadores no dia 20 de novembro de 2014. Nesta terça-feira, familiares de Rafael informaram aos policiais que ele tinha conseguido um alvará de soltura 'há pouco tempo'.


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