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No Paraná

Ministério Público denuncia acusado de matar adolescente

Redação Bonde com informações do Ministério Público
31 dez 1969 às 21:33
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A Promotoria de Justiça de Pitanga protocolou nesta segunda-feira (16) perante o Juízo Criminal da comarca, denúncia, com pedido de prisão preventiva, contra Felipe Guimarães, 20 anos, por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Atualmente recolhido na cadeia pública do município, ele é acusado de ter matado a namorada, adolescente de 16 anos, na noite de 21 de janeiro.

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Ele teria desferido um único tiro, com um revólver calibre 38, de propriedade de seu pai, atingindo a adolescente na região abdominal, o que lhe provocou a morte. Com a ajuda de uma outra pessoa, até agora não identificada pela Polícia, ele teria transportado o corpo até a zona rural da cidade de Corumbataí do Sul, onde o escondeu em uma plantação de café. O corpo da adolescente só foi localizado no dia 13 de fevereiro.

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De acordo com a denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Ricardo Alessandro dos Santos, o jovem teria cometido o crime a fim de "assegurar a ocultação e impunidade" de outro homicídio que teria praticado há cerca de dois anos, quando, teria atirado e ateado fogo no corpo de uma pessoa que estaria chantageando sua mãe. O primeiro crime seria de conhecimento de sua namorada, que "sempre dizia que tinha um ‘coringa contra FELIPE, ´ameaçando´ contar tal assassinato à autoridade policial caso o denunciado não atendesse seus caprichos".


A Promotoria propôs ainda exceção de suspeição em relação aos peritos judiciais Alcebíades Rodrigues da Costa Neto, Edson Lourenço Garcia, Jandira Romana Carneiro Bolda e Tânia Izabel Dudeque Andriguetto, lotados junto ao Instituto de Criminalística do Paraná, os dois primeiros na sede de Guarapuava e as duas últimas em Curitiba. Com a medida, a Promotoria pleiteia que, pela hipótese de ter havido tráfico de influência, sejam declaradas nulas as perícias feitas no caso pelos quatro peritos.


De acordo com o texto da exceção de suspeição, interceptação telefônica autorizada pela Justiça levanta suspeitas de que a defesa de Felipe Guimarães tenha trabalhado para que o exame de confronto balístico e o exame para identificar a presença de sangue no veículo que transportou o corpo da vítima (exame técnico realizado com o reativo químico "Luminol") tivessem resultado negativo. E foi o que apontaram os laudos.

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"Estranhamente, a defesa do indiciado tem demonstrado comportamento tendente a, no mínimo, influenciar o trabalho dos peritos, eis que afirmou categoricamente ao pai do indiciado que o teste com o "Luminol" iria dar negativo, estando trabalhando para que o "outro", também fosse negativo", afirma o promotor, na exceção de suspeição. "Não cremos, por evidente, que os exceptos tenham incorrido em corrupção passiva, cobrando qualquer quantia para manipularem os laudos. Entretanto, pode sim ter havido clara pressão da defesa sobre os referidos profissionais para que estes emitissem laudo negativo (Luminol) ou laudo não conclusivo (Confronto Balístico)".


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