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Ministério Público pede prisão preventiva de índios acusados de 3 mortes

Agência Estado
31 mar 2014 às 19:51

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O Ministério Público Federal (MPF) do Amazonas pediu a prisão preventiva dos cinco índios da etnia tenharim acusados do assassinato de três homens brancos, em dezembro, em Humaitá, região sul do Estado. O prazo da prisão temporária dos indígenas venceu neste domingo, 30 e eles poderiam ser soltos nesta segunda-feira, mas o MPF manifestou-se pela conversão em prisão preventiva até a conclusão do inquérito. A Justiça Federal não havia se manifestado até a noite desta segunda, mas os índios seguiam presos.

O procurador Edmilson Barreiros Junior, do MPF de Manaus, solicitou diligências complementares à Polícia Federal, que investiga o caso. Ele aguarda o retorno do inquérito para entrar com denúncia contra os acusados por triplo homicídio com qualificadoras. Detalhes das novas investigações não foram revelados porque o processo corre em segredo de Justiça.

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Os indígenas Gilvan Tenharim, Gilson Tenharim, Domiceno Tenharim, Valdinar Tenharim e Simeão Tenharim estão presos desde o dia 30 de janeiro no Centro de Ressocialização do Vale do Guaporé, em Porto Velho, e já tiveram a prisão temporária prorrogada em 27 de fevereiro. Eles são acusados de ter sequestrado e assassinado o professor Stef Pinheiro, de 43 anos, o representante comercial Luciano Freire, de 30, e o técnico Aldeney Salvador, de 40, quando estes cruzavam de carro a terra indígena pela rodovia Transamazônica, no dia 16 de dezembro. O crime seria uma retaliação pela morte do cacique Ivan Tenharim, pai de Gilvan e Gilson, vítima de um acidente de trânsito.

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O cacique caiu da moto, mas os índios acreditavam que ele teria sido atropelado pelos ocupantes de um carro preto. O desaparecimento dos três homens que estavam num Gol preto causou uma onda de revolta em Humaitá, no final de dezembro. A sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), a Casa do Índio, viaturas e um barco usado no atendimento aos indígenas foram depredados e incendiados. A Força Nacional de Segurança ocupou a região. Os corpos só foram encontrados no dia 3 de fevereiro, numa cova, no interior da reserva, com marcas de execução por arma de fogo.


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