Um motorista de aplicativo, identificado como Lelis Henrique de Oliveira, 39 anos, foi esfaqueado durante um assalto ocorrido por volta das 4h30 da manhã desta quinta-feira (28), no bairro União da Vitória (Zona Sul). De acordo com a assessoria de imprensa do HU (Hospital Universitário), apesar dos ferimentos, ele foi liberado por volta do meio-dia.
Segundo a PM (Polícia Militar), a vítima relatou que havia embarcado três passageiros quando um deles o atacou com um canivete, causando 14 perfurações. O motorista conseguiu fugir por uma estrada rural próxima à PR-218 e pediu ajuda a moradores. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e encaminhou o homem ao hospital com cortes no pescoço, ombro, costas e mão direita.
O veículo da vítima, um Ford/Ka preto, foi encontrado abandonado com as portas abertas e levado para a Central de Flagrantes. O celular do motorista e outros objetos foram levados pelos criminosos. De acordo com o delegado da Polícia Civil, Rafael Souza Pinto, o intuito inicial dos três criminosos que participaram do latrocínio era roubar o veículo.
"Os militares interrogaram a vítima ainda enquanto era atendida pelo Samu. Segundo o relato, por causa do nervosismo, o motorista não conseguiu fazer uma transferência via pix, o que motivou o ataque. Entretanto, inicialmente, os criminosos pediram o veículo, tanto é que questionaram a vítima acerca da instalação de dispositivos de rastreamento. Em seguida, após a situação, recolheram os pertences da vítima", explica Pinto, ressaltando que o rastreamento do celular e as características dos criminosos ainda estão sob apuração.
O delegado também afirmou que existe a possibilidade de outras pessoas estarem envolvidas no crime, já que a corrida via aplicativo foi solicitada pela conta de uma mulher. Além do canivete, os três homens que surpreenderam o motorista no União da Vitória também portavam um simulacro de arma de fogo.
"Um dos homens mostrou uma arma, que a vítima reconheceu na hora que era de brinquedo. A origem era o União da Vitória e o destino um bar da rua Quintino Bocaiúva (Região Central). Dentro do veículo, mandaram seguir descendo a estrada, que fica próxima à penitenciária", diz o delegado.
Apesar de notícias serem veiculadas afirmando que o motorista estava fora de casa há vários dias e que poderia ter ligação com o crime, o delegado repudiou o compartilhamento dos boatos. "Ao contrário de informações que circularam, a vítima é uma pessoa de reputação ilibada, trabalhadora e não procede a informação de que ele estava sumido há três dias. Ele não tem relação alguma com o tráfico ou uso de drogas", afirma Pinto.
A Polícia Civil segue as investigações para encontrar os criminosos. Eles devem responder pelo crime de latrocínio, que pode receber outras qualificações com o resultado dos laudos periciais da vítima.
"Inicialmente, temos um latrocínio consumado, pois o latrocínio é um crime contra o patrimônio e como o patrimônio dele foi lesado, o crime se consumou. Também há a qualificação por lesão corporal. Após 30 dias, poderemos falar se é leve, grave ou gravíssima. Podem responder por associação criminosa também", explica o delegado.
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