A Operação Mega Byte, iniciada na manhã desta quinta-feira (22), em Maringá, Noroeste do Estado, terminou com a detenção de cinco pessoas, a retirada de circulação de três armas, mais três veículos recolhidos e a apreensão de farto material que lotou uma das salas da 9.ª subdivisão da Polícia Civil. São 35 computadores, 18 monitores, uma máquina fotocopiadora, quatro rádios comunicadores, cinco impressoras, três obras de arte, placas de computador, cartuchos de impressora entre outros equipamentos de informática.
Foram cumpridos mandados judiciais em Maringá, no distrito de Iguatemi, e nos municípios vizinhos de Paiçandu e Mandaguaçu. Dos cinco presos, dois vão responder a termo circunstanciado por receptação culposa. Um deles vai responder a inquérito policial por posse ilegal de arma e receptação culposa e dois estão indiciados por receptação qualificada.
De acordo com o delegado Antônio Brandão Neto, não é possível afirmar que se trata de uma quadrilha, mas há relação entre os detidos e os crimes de furto em lojas de informática. Esses furtos eram investigados pela Polícia Civil há pelo menos um mês.
Durante a operação, em Maringá, a polícia não encontrou objetos num dos pontos visitados, mas recebeu uma denúncia anônima e decidiu verificar as informações repassadas. "Descobrimos que alguns dos aparelhos que apreendemos tinham sido guardados na casa de vizinhos pela esposa de um dos presos", disse um dos policiais. Foram apreendidos com a vizinhança um data-show, um notebook e um computador completo. Os vizinhos que achavam que estavam fazendo "uma boa ação" também vão ter que prestar depoimento na delegacia.