Polícia

PCPR investiga perfil falso por 'fake news' contra prefeita e vereadoras de Tamarana

27 fev 2026 às 13:47

A Polícia Civil cumpriu dois mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (27), em Londrina e Cambe (Região Metropolitana de Londrina) expedidos no âmbito de uma investigação que apura a criação de um perfil falso nas redes sociais para divulgar fake news e atacar a prefeita de Tamarana, Luzia Suzukawa (PSD) e duas vereadoras do mesmo partido. 


De acordo com o delegado do 6º Distrito Policial de Londrina, João Reis, as investigações começaram em janeiro, após o registro de BO (boletim de ocorrência) por parte da prefeita e das vereadoras Angélica de Oliveira Lima, a Professora Angélica (PSD) e Jislaine Pereira Ferraz, a Professora Jislaine (PSD). 


“No dia 4 de agosto, foi criado um perfil no Instagram no nome de Deividson Peres, que começou a divulgar informações falsas sobre as atividades da Prefeitura de Tamarana, da prefeita e das vereadoras. No início, pensaram que ele estava mal informado e o convidaram a conhecer seus gabinetes e a realidade sobre o que ele publicava”, afirma Reis. No entanto, os fatos de o homem nunca se apresentar e de não ser conhecido de ninguém da cidade, que tem pouco mais de dez mil habitantes, acendeu o sinal de alerta sobre o perfil.


A investigação levou à descoberta de que o responsável pelo perfil utilizou um CPF de Londrina e um número de telefone registrado em São Paulo para a criação da conta no Instagram, além de informar um endereço em Curitiba (PR). O real mantenedor da conta já teria trabalhado para políticos da região de Londrina e teria conhecimento em gerenciamento de redes sociais e criação de vídeos.


As buscas foram feitas em Cambé e Londrina porque os policiais descobriram um segundo endereço ligado ao suspeito no município sede da Região Metropolitana. “Quando o procuramos em Londrina, a mulher dele disse que ele estava em Cambé cuidando do pai doente. Mas, ela não sabia que também estávamos lá e o pai estava bem de saúde”, conta o delegado.


O aparelho celular utilizado para gerenciar o perfil foi apreendido. O próximo passo, segundo Reis, é descobrir a motivação do suspeito para a produção do conteúdo falso e se ele seria financiado por alguém para agir deste modo.


Mentiras e ofensas pessoais


A PGM (Procuradora-Geral do Município) da Prefeitura de Tamarana, Bruna Carolline de Almeida, disse que o conteúdo publicado nos stories da conta falsa no Instagram não apenas atacava e criava mentiras sobre atos da administração municipal, mas também ofendia a prefeita e as duas vereadoras de sua base - outros dois parlamentares não teriam recebido ataques.


“Ele (suspeito) pegava a divulgação de algum ato oficial e desvirtuava o teor da informação para criar fake news. Mas, em relação à prefeita e às vereadoras, ele tirava pronunciamentos de contexto ou xingava”, relata Almeida. Ainda de acordo com ela, o que despertou o sinal de conta falsa é o fato de contar com apenas cinco reels aleatórios - diferentemente dos stories, que expiram após 24 horas, os reels permanecem publicados no perfil da pessoa.


Prefeita e vereadoras procuraram a Polícia Civil para prestar queixa por calúnia e difamação. Porém, devido ao uso de dados falsos para o cadastro da conta, o suspeito também deve responder por falsidade ideológica.


Por meio da assessoria de imprensa, a prefeita Luzia Suzukawa informou que não poderia dar entrevista devido à agenda lotada. Professora Angélica também foi procurada, mas não retornou a mensagem até o momento da publicação

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