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PF tenta evitar que PCC se organize no interior do Paraná

Agência Estado
02 mai 2018 às 19:24

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Reprodução/Fotos Públicas
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Segundo Estado no qual a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) é mais atuante no País, o Paraná tem sido alvo de constantes ações da Polícia Federal para tentar impedir que a organização criminosa criada em São Paulo se enraíze mais. Em Cascavel, no oeste paranaense, onde dois agentes penitenciários foram assassinados nos últimos dois anos por criminosos ligados ao PCC, o delegado-chefe da PF, Marco Smith, detalhou, nesta quarta-feira, 2, as ações que estão sendo realizadas.


Na terça-feira, 1º, um preso foi transferido da Penitenciária Estadual de Londrina, no norte do Estado, para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste. Sob sigilo e forte esquema de segurança, Luan Lino de Andrade, vulgo Pirlo, foi levado para a unidade prisional de segurança máxima depois de ter sido flagrado em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. Mesmo preso, ele instruía sobre procedimentos esperados e pagamentos devidos.

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"Houve, sim, a transferência do líder da operação (Dictum) deflagrada há duas semanas pela Polícia Federal. Por levantamento dos áudios, pudemos acompanhar que eles (os investigados) conversam mesmo presos e ainda planejam atentados, doutrinam presos e fazem cobranças das finanças da facção", disse Smith.


Segundo ele, atualmente os líderes no Paraná estão concentrados em Curitiba e o principal objetivo da facção é até o seu aniversário espalhar os líderes pelos presídios do interior do Estado, "para fortalecer as regiões que não estão, como eles chamam, 'na sintonia'".


"Estamos bastante preocupados com isso, e por isso temos certeza que governo do Paraná não vai permitir essas transferências, o que seria um erro histórico que só fortaleceria a facção e que em nada ajudaria o Estado", disse o delegado.


Smith disse ainda que duas pessoas flagradas em áudios com Pirlo foram presas em Cascavel na semana passada, sendo uma mulher, encaminhada para a vizinha cidade de Corbélia, e um homem, levado ao presídio local. O delegado-chefe da PF falou ainda sobre o risco de novos ataques da facção no Estado.

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"Todas as vezes que estabelecemos que (atentados) estão próximos de acontecer, medidas são tomadas. Houve há cerca de um mês uma troca de tiros em Curitiba, entre a Polícia Militar e membros dessa facção que reagiram a uma abordagem, então o risco é constante e efetivo, e cada vez mais esse risco não é só para a polícia. Cada vez mais esse risco é também para o Judiciário e para o Ministério Público", alertou o delegado da PF.


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