Acabou na madrugada desta quarta-feira (25) o julgamento do policial militar Omar Assaf Júnior, realizado desde a manhã de terça-feira no Tribunal do Júri, em Curitiba. Assaf Júnior, que está foragido e foi julgado à revelia, foi condenado a 16 anos de prisão em regime fechado pela morte do estudante de Direito Thiago Klemtz de Abreu Pessoa, em agosto de 2009, em Curitiba.
Os jurados consideraram o réu culpado de homicídio duplamente qualificado – crime cometido por meio cruel e sem chance de defesa da vítima. A família esperava que ele fosse condenado à pena máxima de 30 anos de prisão, mas um terceiro qualificante – motivo fútil – foi derrubado.
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Oito testemunhas foram ouvidas. Elas contaram, que o estudante implorou pela vida, mas mesmo assim o PM trocou o carregador da arma e seguiu atirando. O crime aconteceu na madrugada de 16 agosto de 2009, depois que Thiago e amigos saíram de uma festa, na Sociedade Harmonia, no bairro Bigorrilho. O grupo teria se envolvido em uma briga dentro do clube e foram expulsos do local. Do lado de fora, teria se iniciado outra briga, desta vez com o policial que estava de folga. Thiago foi atingido por dois tiros no tórax e um na cabeça, cerca de uma quadra do clube.
Como o policial está foragido, o juiz deve emitir um mandado de prisão contra ele. O acusado chegou a ser preso por duas vezes – uma em flagrante, após o crime; outra, por um mandado de prisão temporário. Os advogados dele, no entanto, entraram com pedidos de habeas corpus, que foram concedidos pela Justiça.