Polícia

PM que indicou casa de juíza assassinada se entrega

30 set 2011 às 20:06

O soldado Handerson Lents Henriques da Silva, de 27 anos, se entregou nesta sexta-feira (30) à Polícia Civil do Rio. Ele teve a prisão temporária por 15 dias decretada na quinta (29) sob acusação de ter participado do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em 11 de agosto. Silva prestou depoimento na Divisão de Homicídios e foi encaminhado ao Batalhão Especial Prisional (BEP).

Segundo o defensor público Leonardo Melo da Cunha, em janeiro Silva esteve na casa da juíza para atender uma ocorrência. Patrícia havia brigado com o namorado, um PM do 7º Batalhão (São Gonçalo). No início de julho, segundo o defensor, um policial do mesmo Batalhão pediu ajuda a Silva. Esse PM apresentou Silva a outros policiais e disse que o grupo estava investigando a conduta do namorado de Patrícia. Por isso, precisava saber o endereço da juíza. Silva levou os colegas até a rua e mostrou a casa dela. Segundo o defensor, Silva não teve mais contato com o grupo, que matou a juíza.


"A prisão do meu cliente não é necessária. Ele se apresentou voluntariamente, explicou sua participação, é policial há cinco anos e sempre teve conduta exemplar", disse Cunha. "A participação dele não foi essencial ao crime." Mas o defensor não tomou medida contra a prisão de seu cliente. A partir de segunda-feira, por questão administrativa, outro defensor vai assumir o caso.


O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), elogiou a conduta do ex-comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, que pediu exoneração após a prisão de um comandante de batalhão acusado de matar a juíza. "Agradeço em público o coronel pela maneira digna como ele saiu, assumindo a responsabilidade pela indicação do tenente-coronel.

A conduta do Mário Sérgio é um paradigma na segurança pública. Ele errou na escolha de um comandante de batalhão e assumiu o erro, isso eleva seu caráter ainda mais", afirmou. Cabral negou que a segurança pública enfrente uma crise. "Pelo contrário, os índices estão caindo, esse é o melhor momento do Rio desde a fusão (com o Estado da Guanabara)", afirmou.


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