Mesmo após a identificação do policial que efetuou o disparo que atingiu e matou a adolescente Bárbara Silveira Alves, durante tiroteio entre policiais e assaltantes de um restaurante na última quarta-feira, 01, em Curitiba, os três policiais envolvidos no caso seguirão afastados até a conclusão do Inquérito Policial Militar instaurado pela corporação e sem prazo para conclusão, informa, em nota, a Polícia Militar do Paraná.
Bárbara foi vítima de uma bala perdida depois que policiais que almoçavam em um restaurante no bairro Santa Cândida perseguiram e trocaram tiros com assaltantes que tentaram roubar o estabelecimento. O exame de balística identificou um policial como autor do disparo, sua identidade não foi revelada.
Na nota, a PM argumenta que "a intervenção dos Policiais Militares que estavam no estabelecimento em que ocorreu o assalto, perpetrado por dois marginais armados, se deu com vistas à repressão imediata de um crime de roubo com arma" e que a PM, tão logo verificou as circunstâncias que envolveram os fatos, determinou a instauração do Inquérito Policial Militar e a apreensão das armas dos Policiais Militares envolvidos.
Segundo a nota, a questão do uso da força letal por parte dos Militares Estaduais é disciplina constante em todos os cursos de formação e de instruções no âmbito da Polícia Militar do Estado do Paraná, "sempre se pautando nos princípios da preservação da vida, no estrito cumprimento do dever legal e da legítima defesa própria ou de outrem". A PM descarta qualquer forma de corporativismo na condução do processo e informa que, além de afastados, os três policiais foram encaminhados para avaliação psicológica, "sendo que todos responderão perante à Justiça com a intensidade de suas condutas, ainda que tenham atuado de maneira culposa, ou seja, sem intenção de matar a adolescente". Ao final do IPM, quando serão devidamente individualizadas as condutas de cada um dos envolvidos, o Comando-Geral deliberará a respeito de outros encaminhamentos de ordem administrativa.