Polícia

Polícia busca delegado foragido acusado de tortura

19 jul 2013 às 14:35

A Polícia Civil busca, desde a noite de quinta-feira (18), o delegado Silvan Rodiney Pereira, ex-titular da delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, região metropolitana de Curitiba, que é um dos acusados de tortura contra os presos suspeitos da morte da adolescente Tayná Adriane da Silva. A jovem, de 14 anos, foi morta no final de junho e quatro rapazes foram presos pelo crime.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR), a Polícia Civil designou uma equipe para chegar até o delegado foragido. Ele é o único dos 14 acusados de tortura que ainda não se entregou à Corregedoria da Polícia Civil ou ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).


O caso - Tayná foi morta no final de junho e os quatro acusados pela morte, que eram funcionários de um parque itinerante que estava em Colombo, foram presos no dia 27 de junho. No dia seguinte, o corpo da adolescente foi encontrado no município, em um locar de difícil acesso.


A suspeita inicial era de estupro seguido de morte. Contudo, desde o início das investigações, exames do Instituto de Criminalística apontavam para a falta de provas contra os acusados. Um dos exames mostrou que o sêmen encontrado na roupa da jovem não seria de nenhum dos acusados.


Eles foram mantidos presos durante 17 dias na Casa de Custódia de Curitiba. Eles acusam os policiais de tortura. Um dos presos teve que ser transferido para o Complexo Médico Penal por causa de sangramento no intestino. Eles foram soltos e são mantidos sob proteção do Gaeco.

Entre os presos pela tortura estão 10 policiais civis, um policial militar, um guarda municipal de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, um agente carcerário e um preso de confiança.


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