Um dia depois de serem expedidos os mandados de prisão contra 14 pessoas suspeitas de tortura no caso dos presos suspeitos de matar a adolescente Tayná Adriane da Silva, somente o delegado da Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, Silvan Rodiney Pereira, ainda não foi preso. A assessoria de imprensa da Polícia Civil disse que, após 24 horas da expedição do mandado, se o acusado não se apresentou, ele é considerado foragido da Justiça.
O Ministério Público do Paraná (MPPR), entretanto, ainda aguarda que o delegado se apresente na sede da corregedoria da Polícia Civil em Curitiba.
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Até o início da noite desta quinta-feira (18), todos os demais policiais civis (nove ao todo) já haviam se apresentado à Corregedoria da Polícia Civil. Os demais suspeitos – o policial militar, o guarda municipal e o agente carcerário – também se apresentaram na sede do Gaeco e permanecem presos. O detento de confiança que também é acusado de tortura será transferido.
O advogado de defesa do delegado, que estava afastado das funções na Delegacia do Alto Maracanã no início de julho, foi procurado pela reportagem, mas até o início da noite desta quinta-feira, não havia atendido às ligações. O MPPR ainda não considera o delegado como foragido e aguarda que ele se apresente à corregedoria ou ao Gaeco.
Além dos 14 a quem foi decretada prisão pela Justiça, outros seis policiais civis foram afastados da corporação por determinação judicial. Eles são suspeitos de participarem de tortura contra os quatro acusados da morte da adolescente no final de junho deste ano. Os quatro, que foram soltos da Casa de Custódia de Curitiba, acusam os policiais de os terem torturado para que confessassem o crime.
O MPPR e a Polícia Civil ainda investigam o caso da morte da adolescente. Os quatro que foram soltos seguem sob proteção do Gaeco, mas ainda são considerados suspeitos do crime contra Tayná. O corpo da adolescente foi encontrado com sêmen, que, segundo o Instituto de Criminalística, não seria de nenhum dos quatro.