Polícia

Polícia Civil prende 29 suspeitos de tráfico

27 abr 2012 às 16:59

A Polícia Civil concluiu nesta quinta-feira (26), em Curitiba, mais uma etapa da Operação Liberdade, coordenada pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). Desta vez, a operação, realizada no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC), resultou na prisão de 29 suspeitos de tráfico de drogas e na apreensão de 2,1 quilos de cocaína (mais 23 buchas prontas para a distribuição), 1,4 quilos de maconha e 1,4 quilos de crack, além de 70 pedras da droga. A polícia também apreendeu três revólveres, uma pistola calibre 45, uma pistola 9 mm e 37 munições.

A operação, cujos trabalhos tiveram início na quarta-feira (25), tinha como objetivo cumprir 23 mandados de prisão e 26 mandados de busca e apreensão em pontos de venda de drogas – identificados após três meses de investigação e denunciados pela população. Para a ação foram mobilizados mais de 150 policiais civis. Durante as ações, também foram apreendidos R$ 4 mil em dinheiro. Segundo a polícia, a quantidade de crack apreendida geraria um volume de 7 mil pedras que, vendidas no varejo, renderiam um lucro de cerca de R$ 70 mil aos traficantes.


O delegado-geral, Marcus Vinícius Michelotto, ressalta que as ações atendem à determinação do governador Beto Richa e do secretário de Estado da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cesar, para que a polícia realize etapas da operação em todo o Estado. "A determinação superior é para que a Polícia Civil não meça esforços no sentido de combater os grandes traficantes do nosso Estado. O objetivo é que isso se reflita diretamente nos índices de homicídios na capital e em todas as grandes cidades", afirma.


Através das investigações, a polícia identificou Everton Alves do Espírito Santo como um dos principais distribuidores de drogas da CIC – considerada um dos locais com maior índice de homicídios na capital, a maioria deles motivados pelo crime de tráfico de drogas. Everton foi preso em flagrante na posse de dois quilos de cocaína, no momento em que preparava-se para iniciar a mistura da droga com outras substâncias. Na casa do suspeito, na Vila Nossa Senhora da Luz, a polícia encontrou mais três balanças de precisão.


Segundo a delegada Camila Cecconello, responsável pelas investigações que duraram três meses, o suspeito recebia uma média de dois quilos de crack e dois de cocaína a cada 15 dias. A delegada explica que a cocaína era misturada com outras substâncias que rendiam porções de seis quilos para comercialização. "Como Everton efetuava misturas na cocaína, os seis quilos que movimentava quinzenalmente e valiam em média R$ 90 mil, ao serem vendidos para traficantes do varejo lhe geravam um lucro três vezes maior", comenta.


A partir da localização do primeiro suspeito, foi possível a identificação de outros 23 pessoas que também atuariam com o tráfico de drogas que adquiriam o entorpecente de Everton para revender. "Essas pessoas costumavam pegar entorpecentes do primeiro suspeito com bastante frequência, vendendo a usuários e gerando um lucro imenso para todos os envolvidos e causando intensa perturbação à população local", explicou o delegado-chefe da Denarc, Riad Farah. O presos foram encaminhados para os centros de Triagem I e II, onde aguardam decisão judicial.

A Operação Liberdade contou com apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), da Divisão Policia do Interior (DPI), da Secretaria Municipal Antidrogas de Curitiba e da Vara de Inquéritos Policias e da Promotoria Criminal.


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