Policiais do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) prenderam três integrantes de uma quadrilha de sequestradores paulistas que agiam no Noroeste do Paraná. Parte do grupo havia sido presa no início do mês passado em Umuarama, quando planejava roubar malotes de uma usina de cana-de-açúcar.
Paulo César Rodrigues Araújo, 37 anos, Eduardo Moreira Santos, 34, e Max Walace Campos Moreno, 41, foram detidos no Jardim Gonzaga, em São Paulo, capital, na quinta-feira (28) da semana passada.
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As investigações começaram em 16 de outubro do ano passado, quando a filha de um empresário de Paranavaí foi sequestrada. A moça, de 17 anos, foi resgatada do cativeiro sete dias depois, em uma quitinete em Umuarama, sem o pagamento do resgate de R$ 2 milhões. Dois homens e duas mulheres, responsáveis por manter a vítima em cativeiro, foram detidos na época.
Com a libertação da refém, as investigações se concentraram na identificação da quadrilha. "Havia indícios da participação de bandidos de São Paulo, de onde vinham os telefonemas exigindo o resgate", explicou o delegado do Tigre, Renato Bastos Figueiroa. Os bandidos acompanharam a rotina dos familiares da vítima por vários dias, demonstrando ter experiência nesse tipo de crime.
Durante os meses de investigação, foram identificadas mais quatro pessoas, sendo um morador de Umuarama e os demais vindos de São Paulo. Leandro Rodrigues Ferreira, 23 anos, foi o responsável pela escolha da vitima, contando com auxílio dos paulistas Paulo Araújo, Eduardo Santos e Max Moreno.
CONFRONTO – Com a libertação da refém a quadrilha se separou, dificultando a localização de seus integrantes. Leandro Rodrigues Ferreira, 23 anos, foi o primeiro a ser achado. Em 2 de abril, ele foi abordado em sua casa, em Umuarama, e reagiu à prisão. No confronto, o suspeito morreu baleado. Dentro da residência, os policiais do Tigre apreenderam armas de calibre restrito, entre elas uma submetralhadora, coletes balísticos e radiocomunicadores. Foram presos no local Claudineia da Luz, esposa de Leandro, Fabrício Donizete Viana e Alex Torres, ambos de São Paulo.
Com a parceria com a DAS, Paulo, Max e Eduardo foram detidos em São Paulo, na quinta feira (28). Max e Eduardo são foragidos da Penitenciaria de Bauru (SP), enquanto Paulo era investigado por outro sequestro ocorrido naquela capital. Os três ficarão presos no estado vizinho, por já responder a crimes naquela comarca.
O delegado-adjunto do Grupo Tigre, Danilo Zarlenga Crispim, ressaltou a importância do apoio das subdivisões policiais de Paranavaí e Umuarama durante as investigações, bem como do Ministério Público e do Poder Judiciário daquelas comarcas. "O apoio foi essencial para o sucesso da operação, tanto em Umuarama quanto em São Paulo, tendo em vista os envolvidos estarem em outro Estado e o alto grau de periculosidade da quadrilha".
Todos os detidos vão responder por extorsão mediante sequestro, podendo pegar até 30 anos de prisão.