Policiais federais realizaram em todo o País paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (31), em protesto por melhores condições de trabalho. No Paraná, apenas 30% do efetivo de policiais federais foi mantido em serviço nas principais cidades do estado. Houve protestos em Curitiba e Maringá durante a manhã. Em Londrina, os policiais apenas cruzaram os braços.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Estado do Paraná (Sinpef-pr), Fernando Vicentini, as investigações foram paralisadas com a manifestação. Porém, os serviços de atendimento nas delegacias e na superintendência foram mantidos com a manutenção de parte do efetivo de policiais.
Os policiais federais reclamam de assedio moral, defasagem salarial de sete anos, falta de efetivo para atender nas delegacias, aeroportos e fronteiras. Vicentini ainda reclama que o governo não negocia com a categoria. "O governo não nos atende. Há quatro anos tentamos negociações".
Quanto à falta de efetivo, segundo o presidente do Sinpef, em todo o Brasil seria necessário ao menos o dobro de policiais federais para recompor o quadro de funcionários. "As condições de trabalho fazem com que haja evasão de 200 policiais por ano. Nem com concursos públicos isso poderá ser recomposto".
A categoria ainda pede melhores instalações de fronteira no combate ao crime, reestruturação do departamento da PF, plano de carreira, amparo psicológico aos agentes, melhora na gestão de recursos humanos e valorização dos escrivães, papilocospistas e agentes.
Em Curitiba, houve um protesto com cerca de 30 policiais federais em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no centro da cidade. Vicentini explica que há um indicativo de greve, que pode ser deflagrada caso o governo não retome as negociações com a categoria. Entretanto, não há como prever se essa greve pode ser deflagrada, segundo Vicentini. Uma reunião da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), em Brasília, no dia 12 de novembro. (atualizado às 14h18)