O 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina divulgou balanço do número de homicídios registrados neste ano em Londrina. De acordo com o 5º BPM, até o dia 30 de setembro foram registradas 51 mortes violentas na cidade.
Em entrevista ao portal Bonde, o superintendente da Delegacia de Homicídios de Londrina, Cláudio Aparecido de Santana, informou que durante o mês de setembro foram cinco homicídios. O último foi o de Felipe Cardoso Bento, 20 anos. Ele foi baleado na noite do dia 30 de setembro e morreu em seguida no Hospital Universitário de Londrina. O jovem tinha diversas passagens por furto e tráfico.
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De acordo com Santana, de todos os crimes do último mês, a Polícia Civil já tem informação de quatro. "Já temos indícios suficientes para pedir a prisão de quatro pessoas responsáveis pelos crimes. O único ainda pendente foi o registrado na última segunda-feira".
O superintendente explicou que a motivação das mortes é variada, mas que o tráfico de drogas continua sendo a principal causa de mortes. "Registramos casos de vingança, mortes em decorrência de desentendimento, houve queda nos casos de crimes passionais. O tráfico continua sendo uma das motivações mais recorrentes".
O Capitão e Porta-voz da Polícia Militar, Nelson Villa Junior, também apontou o tráfico de drogas como principal problema. "O tráfico acaba incentivando a rivalidade entre quadrilhas e resultando nos homicídios e tentativas de homicídio". Além disso, segundo ele, até mesmo alguns crime contra o patrimônio como os roubos a carros são, na maioria das vezes, motivados pelo tráfico de drogas.
Por esse motivo, segundo o capitão, o combate ao tráfico é um dos principais focos de ação da Polícia Militar.
No balanço divulgado pelo 5º BPM, o índice de homicídios até setembro caiu 35% com relação ao mesmo período de 2012. Para a Delegacia de Homicídios, alguns fatores contribuíram para a queda.
Cláudio Aparecido de Santana destacou a participação da população. Conforme o superintendente, houve uma inversão no que era registrado há algum tempo. "Antes a população permanecia quieta, mas temos notado um crescimento na quantidade de informações repassadas à polícia. Principalmente em casos envolvendo grupos rivais. A população não está se calando, está dando informações fundamentais".
Outro argumento de Santana é o trabalho de inteligência da Polícia Civil. "Quando acontecia um homicídio, no decorrer das investigações, pedíamos a prisão apenas do autor. Mas agora buscamos comprometer cada vez mais envolvidos que tenha alguma participação. Isso faz com que esses suspeitos tenham antecedentes e pensem melhor antes de cometer algum delito".
O trabalho em conjunto com a Polícia Militar é mais um ponto no combate à criminalidade. "Geralmente quando uma situação de morte acontece, a própria PM prioriza a segurança na região. Funciona como um trabalho de rescaldo, para não perder o controle no bairro", complementou Santana.
A PM reforçou a contribuição entre as duas forças. O maior número de policiais e viaturas nas ruas auxilia na inibição desse tipo de crime.
Para o capitão Villa, interromper esse ciclo de crimes gerado quando um homicídio acontece é fundamental para evitar que outras mortes possam acontecer. "Você intensifica o policiamento na região para gerar a dificuldade de ação da criminalidade".