O comerciante Paulo Cupertino Matias, acusado de matar o ator Rafael Miguel, 22, e os pais do jovem, em junho de 2019, na zona sul da capital paulista, irá a júri popular, segundo decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.
A data do julgamento ainda não foi divulgada. Também são réus no processo dois amigos do comerciante, suspeitos de terem colaborado com a fuga dele após os assassinatos.
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Cupertino foi preso em maio do ano passado por policiais do 98º DP, três anos após a morte do ator de "Chiquititas" e dos pais do jovem. Ele estava escondido em um hotel em Interlagos, na mesma região do crime, e foi localizado pelos investigadores da Polícia Civil após denúncia anônima.
Rafael Miguel, acompanhado de seus pais, João Alcisio Miguel, 52, e Miriam Selma Miguel, 50, foram baleados na porta da casa de Cupertino. Os três foram até o local para conversar com o comerciante sobre o namoro do ator com a filha dele, Isabela Tibcherani Matias.
Em depoimento, Isabela contou que o pai era muito controlador e chegava a dizer que ela só sairia de casa com 30 anos. Ela e Rafael namoravam escondidos. A jovem contou também que o réu era violento e agredia a família.
No interrogatório judicial, Cupertino ficou em silêncio. A Justiça, além de decidir pelo júri popular, manteve a prisão preventiva do comerciante.
Cupertino chegou a mudar de nome para Manoel Machado da Silva para tentar fugir da polícia. Ele passou por Jataizinho, na Região Metropolitana de Londrina, cidades do interior paulista, como Sorocaba e Campinas, e do Mato Grosso do Sul, onde trabalhou como cuidador de gado em uma fazenda.