Polícia

Preso suspeito de participação na morte de estudante

26 set 2011 às 15:18

Policiais da Delegacia de Vigilância e Capturas prenderam na manhã desta segunda-feira (26), Leônidas Leonel de Souza, 33 anos, suspeito de ter participado do assassinato do estudante Bruno Strobel Coelho, 19 anos. O crime ocorreu em outubro de 2007. Dos sete envolvidos no crime, ele era o único que estava foragido.

Leônidas foi preso na Rua Isaías Régis de Miranda, no Boqueirão, em Curitiba, quase em frente ao escritório do advogado que lhe atendia desde o ano do crime. Havia contra ele o mandado de prisão preventiva, renovado em agosto deste ano pelo Fórum Criminal de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba).


Após a renovação do mandado de prisão, a polícia recebeu informações que Leônidas iria ao escritório do advogado. Uma equipe da delegacia passou a monitorar o local, prendendo o suspeito depois de 15 dias de investigação.


De acordo com o delegado-titular Marcelo Lemos de Oliveira, Leônidas se apresentou no Fórum de Almirante Tamandaré no ano passado, foi citado na audiência, mas foi liberado devido à lei eleitoral que proíbe qualquer pessoa de ser presa cinco dias antes das eleições.


Leônidas foi indiciado por homicídio qualificado, tortura e ocultação de cadáver, e será encaminhado ao Centro de Triagem II, em Piraquara, ficando a disposição da Justiça.


CRIME– Em 3 de outubro de 2007, Bruno Strobel foi flagrado pichando o muro de uma clínica no Alto da XV. Sete homens da empresa de vigilância privada Centronic renderam o jovem, que foi torturado e morto com dois tiros. Seu corpo foi encontrado uma semana depois em uma ribanceira no bairro Tranqueira, em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba.

OUTROS - Dos outros seis envolvidos no crime, Marlon Balem Janke, 33 anos, e Douglas Rodrigo Sampaio Rodrigues, 29, presos desde maio de 2008, foram condenados a 23 e 13 anos de prisão em regime fechado, respectivamente. Eliandro Luiz Marconcini, 29, Roberto Prado Franchi, 34, Ricardo Cordeiro Reysel, 36, e Emerson Carlos Roika, 38, estão presos desde 2008 aguardando julgamento.


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