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Presos fazem rebelião e ocupam PEL II; ao menos 4 são feitos reféns

Redação Bonde
06 out 2015 às 11:31

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Viviane Costa/Grupo Folha
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Presos da unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II) iniciaram uma rebelião por volta das 10h30 desta terça-feira (6) na unidade localizada zona sul da cidade. A mobilização começou na galeria 21 da unidade penal, quando um agente abria a cela para guardar um preso que recebia atendimento médico.

Todos os 30 agentes penitenciários que trabalham no local deixaram o prédio. A rodovia João Alves da Rocha Loures foi interditada.

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Pelo menos quatro pessoas são feitas reféns. Ainda não há confirmação de identidade, apenas que nenhum deles é agente penitenciário. Houve registro de agressão aos reféns, que seriam presos de facções inimigas.


Mais de 20 presos estão em cima do telhado, armados com facas e pedaços de pau. A maioria está com o rosto coberto. Um deles segura um pano branco escrito "PCC", referência à facção criminosa Primeiro Comando da Capital, de São Paulo.


Viviane Costa/Grupo Folha
Viviane Costa/Grupo Folha


O Comando da Polícia Militar de Londrina foi deslocado para o local para avaliar a situação e abrir as negociações. O Pelotão de Choque chegou por volta das 12h40. No primeiro contato, os presos pediram água e o restabelecimento da energia, que foi cortada.


Com capacidade para 960 presos, a PEL II recebe atualmente 1.250 detentos.


Reclamação dos detentos


Segundo membros do grupo Restaurando Londrina, que atua na implantação da Justiça Restaurativa em unidades prisionais da cidade, os detentos já vinham se queixando de racionamento de água e alimentação. Na última semana, um interno alertou para o risco de rebelião.


"Como trabalhamos para garantir os direitos básicos da comunidade carcerária, recebemos, indiretamente, muitas reclamações dos presos. Ficamos sabendo dos racionamentos e das possíveis consequências. Repassamos estas informações às autoridades [a Vara de Execuções Penais (VEP)]. Diante dessa insatisfação, era previsível uma crise como a que está acontecendo hoje, mas não sabíamos quando iria acontecer", afirma o professor de Direito João Ricardo Anastásio Silva, docente da Unifil e um dos coordenadores do grupo.


(matéria atualizada às 14h30)

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(com informações dos repórteres Viviani Costa e Celso Felizardo/Grupo Folha)


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