A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu o delegado Silvan Rodnei Pereira na cidade de Laranjeiras do Sul, região Centro-Sul do Paraná, na tarde desta sexta-feira (19). O ex-chefe da delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, região metropolitana de Curitiba, era o último acusado de tortura contra os presos suspeitos da morte de Tayná Adriane da Silva.
A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). A Polícia Civil estava à procura do delegado desde a noite de quinta-feira (18), quando ele passou a ser considerado foragido.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o delegado estava em um veículo na BR-277, junto com familiares. Ele não estava na direção e, segundo a PRF, ele voltava de Foz do Iguaçu com a família para Curitiba. A PRF obteve a informação por meio de seu setor de inteligência.
O delegado foi detido e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Laranjeiras do Sul. A família seguiu viagem para Curitiba.
O advogado de defesa do delegado, Cláudio Dalledone Jr., disse que havia tomado conhecimento da prisão de Pereira no final da tarde, momentos depois da operação da PRF e do Gaeco. Ele informou que ainda analisaria a situação e que, por enquanto, não se manifestaria sobre o caso.
Com a prisão, o delegado deve ser encaminhado para um setor especial anexo ao 1° Distrito Policial de Curitiba. Outras 13 pessoas já haviam se apresentado tanto na Corregedoria da Polícia Civil quanto na sede do Gaeco e já estavam presas.
O caso - Tayná foi morta no final de junho e os quatro acusados pela morte, que eram funcionários de um parque itinerante que estava em Colombo, foram presos no dia 27 de junho. No dia seguinte, o corpo da adolescente foi encontrado no município, em um locar de difícil acesso.
A suspeita inicial era de estupro seguido de morte. Contudo, desde o início das investigações, exames do Instituto de Criminalística apontavam para a falta de provas contra os acusados. Um dos exames mostrou que o sêmen encontrado na roupa da jovem não seria de nenhum dos acusados.
Eles foram mantidos presos durante 17 dias na Casa de Custódia de Curitiba. Eles acusam os policiais de tortura. Um dos presos teve que ser transferido para o Complexo Médico Penal por causa de sangramento no intestino. Eles foram soltos e são mantidos sob proteção do Gaeco.
Entre os presos pela tortura estão 10 policiais civis, um policial militar, um guarda municipal de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, um agente carcerário e um preso de confiança. (com informações do repórter Rubens Chueire Jr., da Folha de Londrina).