O juiz da 3ª Vara Criminal de Ponta Grossa, Hélio César Engelhardt, determinou que o suspeito de assassinar a modelo Agda Fátima Rocha, de 21 anos, em setembro do ano passado, em Ponta Grossa, deve ser julgado por júri popular, acusado de homicídio e tentativa de estupro.
A defesa vai recorrer da decisão e se necessário, pretende levar o caso ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. O advogado de defesa, César Antônio Gaspareto, quer que o acusado Jean Carlos Oliveira Pinto, 21, responda pela morte na Justiça comum. O argumento é que o rapaz é inocente em relação ao estupro e que a morte foi acidental.
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O laudo do Instituto Médico Legal aponta que a garota foi morta sufocada porque ela teria reagido a uma tentativa de violência sexual.
Agda foi encontrada morta às 9 horas do dia 19 de setembro, pela mãe dela. Ela estava na cama da casa dela, com vários hematomas nas pernas e no rosto. Na tarde do mesmo dia, Jean Carlos foi preso.
Naquela noite, Agda e uma amiga teriam ficado até tarde em um bar, acompanhadas do suspeito. Ele diz que os dois mantiveram relação sexual, mas a morte foi acidental. Já, segundo as investigações policiais, ele teria levado as amigas para casa de carro e, aproveitando que Agda estava sozinha em casa, ele teria regressado mais tarde, arrombou a porta e a atacou.