Com um saldo de dois mortos e pelo menos 15 feridos terminou, por volta das 9 horas desta quarta-feira (20), a rebelião dos presos da Cadeia Pública de Foz do Iguaçu. O motim durou quase 24 horas - começou por volta das 10h30 de ontem.
Os detentos entregaram as armas e libertaram os reféns - entre eles um agente penitenciário.
A rebelião teria começado por volta das 10h30 da manhã. Revoltados com a superlotação – o presídio tem 350 vagas, mas atualmente abriga 800 detentos –, alimentação ruim, supostas humilhações de visitas e com a negativa do indulto de Natal, os presos teriam tentado fugir mas acabaram tomando pelo menos quatro agentes como reféns. O agente Alcindo Jacinto Desidério foi morto com um tiro no tórax. Um detento cuja identidade ainda não foi divulgada também foi assassinado.
Outro agente foi atingido por um tiro na cabeça e encaminhado em estado crítico para o Hospital Costa Cavalcanti, onde permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Um terceiro agente foi mantido durante todo o dia sob a mira de um revólver e com a cabeça encaixada entre os pilares do segundo andar do prédio. O quarto servidor foi liberado.
Os rebelados também partiram para cima de desafetos deles dentro da unidade. Segundo o Corpo de Bombeiros de Foz, seis presos teriam sido baleados. Um deles estava em situação grave na UTI também do Costa Cavalcanti. Outros dois internos sofreram agressões generalizadas. Dois presos foram descidos por ‘teresa’ – corda feita com lençóis – até o chão.
No início da noite de terça-feira, policiais do grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão (Tigre) chegaram a iniciar uma invasão, mas acabaram desistindo. A parte superior da cadeia está tomada por policiais.